segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Papa Francisco encoraja os fiéis a defenderem a vida desde a concepção

Neste domingo, ao concluir a oração do Ângelus na Praça São Pedro, o Papa Francisco encorajou os fiéis a defenderem a vida “desde a concepção até o seu fim natural”.
Por ocasião da celebração na Itália da Jornada pela Vida, Francisco dirigiu umas palavras de agradecimento a todos aqueles que defendem a vida. O tema da jornada deste ano é “Solidariedade pela vida”.
“Dirijo meu agradecimento às associações, movimentos e a todos aqueles que defendem a vida humana”, disse.
O Santo Padre assinalou que “me uno aos bispos italianos em solicitar um renovado reconhecimento da pessoa humana e um cuidado mais adequado da vida, desde a concepção até seu fim natural”.
“Quando nos abrimos à vida e servimos a vida, experimentamos a força revolucionária do amor e da ternura, inaugurando um novo humanismo: o humanismo da solidariedade”, assegurou.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-encoraja-os-fieis-a-defenderem-a-vida-desde-a-concepcao-49951/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2015

Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor

O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.

Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”» (vv. 41-42).

Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira «escola» de comunicação, feita de escuta e contacto corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe.