sexta-feira, 28 de maio de 2021

11º Simpósio Nacional das famílias vai destacar o papel da família na catequese

 


A Igreja reconhece o papel primordial da família na educação para a fé, no conhecimento de Jesus Cristo, com indicações a respeito em vários documentos do Magistério. Recordando as inspirações bíblicas, indicações e ensinamentos do Concílio Vaticano II e dos documentos mais recentes, o 11º Simpósio Nacional das Famílias vai destacar o papel da família na catequese. O evento on-line será realizado no próximo sábado, 29 de maio, com transmissão pelo canal da Pastoral Familiar no Youtube e pelo Facebook da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Reflexão no contexto de novo impulso à catequese
Desde o ano passado, a Igreja tem dado novo impulso à catequese, com o lançamento do Novo Diretório para a Catequese, pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, e com a instituição do Ministério de Catequista pelo Papa Francisco por meio da carta apostólica em forma de Motu Proprio Antiquum Ministerium.

O texto do novo Diretório para a Catequese recorda que “todo batizado é um discípulo missionário” e que “são urgentes esforços e responsabilidades, necessários para encontrar novos instrumentos de linguagem para comunicar a fé”. A segunda parte do documento, intitulada “O processo da Catequese”, frisa a importância da família: parte integrante e ativa da evangelização.

No início deste mês, durante uma live sobre o Motu Proprio Antiquum Ministerium, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, explicou que o Papa Francisco coloca a instituição do ministério de catequista “em linha de continuidade com o processo conciliar de renovação da catequese”. Segundo dom Joel, o Papa alerta para a compreensão desse ministério “no conjunto de tudo aquilo que vem sendo feito para que a catequese cresça sempre mais como uma resposta adequada aos desafios dos nossos dias, aos desafios dos tempos atuais”.

À luz de Aparecida
Na prática, essa resposta é apontada no Documento de Aparecida, no número 370, que “nos convida a ultrapassar uma pastoral meramente de conservação”, destaca dom Joel Amado. “E Aparecida nos incentiva a uma pastoral que ajude as pessoas a descobrirem e redescobrirem Jesus Cristo. ‘Recomeçar a partir de Jesus Cristo’ – Aparecida [parágrafos] 12, 41, 549”, recorda o bispo.

A família entra nesse processo como uma das “diversas forças catequéticas”, segundo dom Joel, ou os “diversos modos de ser catequista”. Nesse contexto, a comunidade é a primeira catequista.

“Sem vida de comunidade, nós podemos concluir que é muito complicado concretizar o encontro com Jesus Cristo, isso por causa do famoso vínculo entre Cristo e a Igreja (Col 1, 18) ‘Cristo é a cabeça do corpo que é a Igreja’. Há um vínculo profundo: ao Cristo que não vejo, eu chego pela Igreja, que eu vejo. Então a primeira grande catequista é a Igreja enquanto essa experiência de comunidade. Em segundo lugar, emerge a importância da família como catequista, a importância da família para o encontro com Jesus Cristo. De um lado comunidade, de outro família, são enriquecidos por essa figura indispensável na vida da Igreja que é o catequista, a catequista”.

Palestras
O 11º Simpósio será enriquecido por essas reflexões a respeito da relação da família com os processos da catequese. O arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, dom José Antônio Peruzzo, vai aprofundar o tema central do evento “Família e Catequese” a partir do lema bíblico “Como poderei entender, se ninguém me explica” (At 8,31), extraído dos Atos dos Apóstolos. O texto narra o encontro de Filipe com o etíope, que lia uma passagem do livro do profeta Isaías sem entender que a profecia falava sobre Jesus.

Durante o evento também serão partilhadas experiências de catequese em família e a catequese em diferentes etapas da vida, como antes e depois do matrimônio. O assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética padre Jânison de Sá Santos vai aprofundar o tema “Família e Iniciação à Vida Cristã”.

O 11º Simpósio Nacional das Famílias ocorre no sábado, das 8h às 17h, com transmissão pelo canal da Pastoral Familiar no Youtube e na página da CNBB no Facebook. É uma realização da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, com apoio da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética.

Mais informações no Portal Vida e Família

Fonte: https://www.cnbb.org.br/11o-simposio-nacional-das-familias-vai-destacar-o-papel-da-familia-na-catequese/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

O Papa: em julho, o primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

 

Será realizado a partir deste ano, no quarto domingo de julho, próximo à festa dos Santos Joaquim e Ana, avós de Jesus e permitirá, como anunciado neste domingo por Francisco no final da oração do Angelus, recordar e celebrar o dom da velhice e daqueles que, antes de nós e para nós, guardam e transmitem a vida e a fé.


A nossa memória, as raízes dos povos, a ligação entre gerações, um tesouro a ser preservado. Isto é o que os idosos e os avós são no pensamento do Papa, um verdadeiro "presente" cuja riqueza muitas vezes esquecemos. Por esta razão, como anunciado no final do Angelus, Francisco decidiu dedicar-lhes um Dia Mundial, a partir do próximo mês de julho. O ponto de partida do Pontífice é a Festa da Apresentação de Jesus no Templo, em 2 de fevereiro, quando dois idosos, Simeão e Ana, "iluminados pelo Espírito Santo, reconheceram Jesus como o Messias". E esta é a primeira grandeza daqueles que nos precederam no caminho da vida:

O Espírito Santo ainda desperta pensamentos e palavras de sabedoria nos idosos: sua voz é preciosa porque canta os louvores de Deus e conserva as raízes dos povos. Eles nos lembram que a velhice é um presente e que os avós são o elo entre as diferentes gerações, para transmitir aos jovens a experiência da vida e da fé.

Um Dia para não esquecer
Hoje, mais do que nunca devido à pandemia que primeiro os colocou em risco e sacrificou tantos, os idosos muitas vezes permanecem sozinhos e longe de suas famílias, e ao invés disso, devem ser preservados como uma memória a ser transmitida. Daí a decisão do Papa:

Os avós, tantas vezes são esquecidos e nós esquecemos esta riqueza de conservar as raízes e transmitir. E por esta razão decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado em toda a Igreja, todos os anos, no quarto domingo de julho, próximo à festa dos Santos Joaquim e Ana, os avós de Jesus.

Avós e jovens: sonho e profecia
Dos avós aos jovens: o vínculo é muito estreito, o diálogo deve ser constante. O Papa tem reiterado isto muitas vezes ao longo do tempo, até mesmo dizendo que sonha com "um mundo que viva precisamente do abraço deles". Foi o que retornou a enfatizar nesta ocasião especial:

É importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque - como diz o profeta Joel - os avós diante dos netos sonharão, terão a ilusão e os jovens, tomando força dos avós, seguirão adiante, profetizarão. E precisamente 2 de fevereiro é a festa do encontro dos avós com seus netos.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-01/o-papa-em-julho-o-primeiro-dia-mundial-dos-avos-e-dos-idosos.html