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terça-feira, 31 de março de 2015

Ligação entre Igreja e família é sagrada e inviolável

Na audiência geral do dia 25 de março, realizada na Praça São Pedro, o Papa Francisco retomou a catequese sobre a família, transformando-a em um momento de oração coletiva por ocasião da Solenidade da Anunciação.
“Com este Anúncio o Senhor ilumina e reforça a fé de Maria, como fará também depois com seu esposo José, para que Jesus possa nascer em uma família humana. Isto é muito bonito: nos mostra quão profundamente o mistério da Encarnação, assim como Deus quis, compreenda não somente a concepção no ventre da mãe, mas também a acolhida em uma verdadeira família”.

Família seio da humanidade
Após o momento de oração, o Papa recordou que neste dia 25 de março, muitos países celebram o Dia de Defesa da Vida e que 20 anos atrás, São João Paulo II assinou, nesta data, a Encíclica Evangelium vitae. Na Encíclica, disse ainda Francisco, “a família ocupa um lugar central enquanto seio da vida humana”. Recorrendo às palavras de São João Paulo II, o Papa reiterou que os casais foram abençoados por Deus desde o princípio para formar uma comunidade de amor e de vida, a qual é confiada a missão da procriação. “Os esposos cristãos, ao celebrar o sacramento do Matrimônio, tornam-se disponíveis a honrar esta bênção, com a graça de Cristo, por toda a vida”, afirmou Francisco, dizendo ainda que “a ligação entre Igreja e família é sagrada e inviolável”.
“A Igreja, como mãe, jamais abandona a família, mesmo quando esta é degradada, ferida e em tantas maneiras mortificada. Tampouco quando cai no pecado ou quando se afasta da Igreja; sempre fará de tudo para cuidar e curar a família, convida-la à conversão e à reconciliação com o Senhor”, afirmou Francisco.

Precisamos de oração, não de falação
Se este é o dever da Igreja, disse o Papa, é clara a quantidade de oração que a Igreja precisa para ser capaz, em todos os tempos, cumprir essa missão. Por isso, Francisco propôs o renovamento da oração (texto abaixo) para o Sínodo dos Bispos sobre a Família.
“Relançamos este compromisso até o próximo mês de outubro, quando acontecerá a Assembleia sinodal ordinária dedicada à família. Gostaria que esta oração, assim como todo o percurso sinodal, seja animada da compaixão do Bom Pastor para com seu rebanho, especialmente para as pessoas e as famílias que, por diversos motivos, estão ‘cansadas e desamparadas, como ovelhas sem pastor’”, concluiu o Pontífice, afirmando: “é disso que precisamos, não de falação! Convido todos a rezar, até mesmo aqueles que se sentem afastados, ou que não estão mais habituados. Esta oração pelo Sínodo sobre a família é para o bem de todos”.

Oração para o Sínodo dos Bispos sobre a Família

Jesus, Maria e José
em vós nós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a vós dirigimo-nos com confiança.
Sagrada Família de Nazaré,
faz também das nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
nunca mais nas famílias se vivam experiências
de violência, fechamento e divisão:
quem quer que tenha sido ferido ou escandalizado
receba depressa consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar de novo em todos a consciência
da índole sagrada e inviolável da família,
a sua beleza no desígnio de Deus.
Jesus, Maria e José
escutai, atendei a nossa súplica.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3073/papa-ligacao-entre-igreja-e-familia-e-sagrada-e-inviolavel

quarta-feira, 4 de março de 2015

Papa Francisco diz: "idosos são uma riqueza, não podem ser ignorados"

Milhares de fiéis compareceram à Praça S. Pedro nesta quarta-feira, 4 de março, para a Audiência Geral com o Papa Francisco.
Como de costume, antes de pronunciar sua catequese, o Santo Padre saudou a bordo de seu papamóvel os cerca de 12 mil peregrinos, recebendo e retribuindo o carinho dos fiéis.
Ao tomar a palavra, o Pontífice prosseguiu sua série sobre a família, falando desta vez sobre os avós – tema ao qual dedicará duas catequeses.
A primeira foi destinada à condição problemática dos idosos hoje na sociedade. Graças ao progressos da medicina, disse o Papa, a vida se alongou. Mas o mesmo não aconteceu com a sociedade, que não se “alargou” à vida e não se organizou de maneira suficiente para acolhê-los. Eles são uma riqueza, não podem ser ignorados”, exortou.
Francisco citou seu predecessor, Bento XVI, quando afirmou que a qualidade de uma sociedade se julga também pelo modo como os idosos são tratados. “De fato, a atenção aos anciãos faz a diferença de uma civilização. Uma sociedade que os descarta, carrega consigo o vírus da morte”, acrescentou.

É pecado descartar os idosos
No Ocidente, os estudiosos consideram o século que vivemos como o século do envelhecimento: os filhos diminuem, os idosos aumentam. Para Francisco, este desequilíbrio nos interpela como um grande desafio, já que a cultura do lucro insiste em mostrar os velhos como um peso.
“Não se ousa dizer abertamente, mas os idosos são descartados! Isso é pecado. Há algo de vil nesta dependência à cultura do descartável. Com a intenção de remover o medo que sentimos da fraqueza e da vulnerabilidade, aumentamos nos anciãos a angústia de ser mal suportados e abandonados.”
O Pontífice contou sua experiência em Buenos Aires, quando teve a oportunidade de entrar em contato com esta realidade e os seus problemas, em que os idosos não são só abandonados na precariedade material, mas na egoística incapacidade de aceitar os seus limites que refletem os nossos limites. E citou o caso de uma idosa que conheceu num asilo que não recebia a visita do filho há oito meses. “Isso é pecado mortal”, advertiu.

O idoso não é um alienígena
A Igreja, por sua vez, tem uma tradição de cuidado aos idosos e não pode e não quer se conformar a uma mentalidade de indiferença e desprezo em relação a eles.
Os anciãos são homens e mulheres, pais e mães que percorreram antes de nós a mesma estrada. O idoso não é um alienígena. O idoso somos nós: daqui a pouco ou muito, inevitavelmente estaremos na mesma condição.
Diante dos idosos mais frágeis, marcados pela solidão e pela doença, o Papa questiona: “Daremos um passo atrás, os abandonaremos a seu destino?”. E conclui:
Uma sociedade, onde a gratuidade e o afeto desinteressado vão desaparecendo – mesmo para com os de fora da família –, é uma sociedade perversa. A Igreja, fiel à Palavra de Deus, não pode tolerar tais degenerações. Onde os idosos não são honrados, não há futuro para os jovens.

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3024/audiencia-geral-idosos-sao-uma-riqueza-nao-podem-ser-ignorados