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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Resgatam o bebê recém-nascido abandonado no presépio de uma igreja nos EUA

Um funcionário da manutenção encontrou e resgatou um bebê recém-nascido, ainda com o cordão umbilical, enrolado em uma toalha, que foi abandonado no presépio de uma paróquia em Nova Iorque (Estados Unidos).
José Moran, trabalha fazendo manutenção na paróquia Holy Child Jesus (Santo Menino Jesus) há três anos e foi quem encontrou o bebê por volta das 13h da última segunda-feira.
“Eu estava varrendo a Igreja, quando escutei o bebê chorando. Não prestei muito atenção, pois pensava que o menino estava acompanhado da sua mãe”, disse José à Daily News.
Continuou varrendo, enquanto o bebê permanecia chorando.
“Olhei ao meu redor e não vi ninguém. Isto me preocupou. Cheguei perto do presépio montado dentro da paróquia… e não pude acreditar! Havia um bebê enrolado em uma toalha. Ainda tinha o cordão umbilical e estava junto à imagem da Virgem Maria”, narrou o funcionário.
Moran indicou que os funcionários da paróquia tinham terminado de montar o presépio exatamente uma hora antes de encontrar o bebê. E disse: “Felizmente o deixaram em um lugar seguro e não o abandonaram em qualquer lugar”.
Após ser descoberto, o bebê foi levado ao Hospital Jamaica Center, onde foi levado a seção de cuidados infantis, enquanto a polícia tentava localizar a sua mãe.
“Deus intervém de maneiras misteriosas. A mãe do menor poderia estar passando por um momento difícil em sua vida. Ela encontrou este Presépio… este lugar vazio onde Jesus será colocado em poucas semanas… como um lar para seu filho”, manifestou o Pe. Christopher Heanue, um dos sacerdotes da Holy Child Jesus.
Por considerarem este acontecimento como uma surpresa prévia ao Natal, os fiéis chamaram o bebê de “Menino Jesus”.
O sacerdote adiantou que alguns paroquianos já manifestaram interesse em adotar o menino. Um dos paroquianos, apelidado João Batista, ofereceu-se para adotar o “Menino Jesus”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/resgatam-o-bebe-recem-nascido-abandonado-no-presepio-de-uma-igreja-nos-eua-35808/ 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A porta do acolhimento

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Com essa reflexão chegamos ao limiar do Jubileu, que está próximo. Diante de nós está a porta, mas não somente a Porta Santa, outra: a grande porta da Misericórdia de Deus – e essa é uma porta bela! – , que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão. A porta é generosamente aberta, é preciso um pouco de coragem da nossa parte para cruzar o limiar. Cada um de nós tem dentro de si coisas que pesam. Todos somos pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa misericórdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos olha, está sempre próximo a nós. Coragem! Entremos por essa porta!
Do Sínodo dos Bispos, que celebramos no mês de outubro passado, todas as famílias, e toda a Igreja, receberam um grande encorajamento para se encontrarem no limiar dessa porta aberta. A Igreja foi encorajada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos filhos e filhas em caminho, às vezes incertos, às vezes perdidos, nestes tempos difíceis. As famílias cristãs, em particular, foram encorajadas a abrir a porta ao Senhor que espera para entrar, levando sua benção e sua amizade. E se a porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, também as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições, das nossas dioceses, devem estar abertas, para que assim todos possam sair e levar essa misericórdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas abertas para deixar o Senhor entrar – ou tantas vezes sair o Senhor – prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas coisas.
O Senhor nunca força a porta: também Ele pede permissão para entrar. O Livro do Apocalipse diz: “Eu estou à porta e bato. Se alguém escuta a minha voz e me abre a porta, eu virei a ele, cearei com ele e ele comigo” (3, 20). Imaginemos o Senhor que bate à porta do nosso coração! E na última grande visão deste Livro do Apocalipse, assim se profetiza da Cidade de Deus: “As suas portas não se fecharão nunca durante o dia”, o que significa para sempre, porque “não haverá mais noite” (21, 25). Há lugares no mundo em que não se fecham as portas com chave, ainda há. Mas há tantos onde as portas blindadas se tornaram normais. Não devemos nos render à ideia de dever aplicar esse sistema a toda a nossa vida, à vida da família, da cidade, da sociedade. E tão menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inospitaleira, assim como uma família fechada em si mesma mortifica o Evangelho e seca o mundo. Nada de portas blindadas na Igreja, nada! Tudo aberto!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Casais dirão 'sim' na Catedral

Aproximadamente 230 casais terão a oportunidade de dizerem o ‘sim’ em um casamento celebrado pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, no dia 5 de dezembro, na Catedral Metropolitana. É a primeira vez que acontece um casamento comunitário em nível arquidiocesano no Rio e com um grupo tão grande de casais. A média em geral é de até 40.
O projeto, chamado "Dia do Sim", faz parte de uma parceria da Arquidiocese do Rio com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). O objetivo é regularizar, de forma gratuita, a situação civil e religiosa de casais que já vivem juntos.
Segundo a coordenadora da ação, juíza Raquel de Oliveira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Jacarepaguá, o intuito é dar continuidade à parceria com a arquidiocese e promover mais casamentos comunitários abrangendo as duas instâncias. Foi ela quem, em nome do TJ-RJ, procurou o bispo auxiliar Dom Paulo Cezar Costa para propor o projeto. Apesar de o Tribunal já fazer o casamento civil, percebeu-se que muitas pessoas tinham o sonho de se casar na Igreja.
"É uma forma de proporcionar às pessoas a plena cidadania. A demanda é grande, e queremos ajudá-las. É uma dívida do Estado e da Igreja para com elas", afirmou a juíza.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Paulo Cezar Costa, que organiza a parte religiosa, esta ação fortalece a instituição familiar em uma sociedade que passa por uma crise de valores.
"Uma união sem o matrimônio civil e religioso forma um laço frágil entre um homem e uma mulher. Quando essa união tem uma legalidade diante da lei e é um sacramento diante de Deus, ela se torna mais consistente para os cônjuges e para os filhos. A família é uma instituição fundamental para a sociedade", comentou o bispo.

Preparação
Ao longo deste ano, cerca de 40 juízes atenderam aos casais para a conversão da união estável em casamento civil. Nesse processo, é garantido aos cônjuges que a data oficial do casório, impressa na certidão, seja a mesma do início da convivência. A certidão será entregue no dia do matrimônio religioso.
“Com esse casamento, a Igreja favorece o amor do casal, a importância da família e a vivência da fé em todas as dimensões, principalmente na dimensão conjugal. Eu tenho encontrado, nas entrevistas que tenho feito, casais de fé que não se casaram principalmente por dois motivos: quando jovens não podiam pagar e agora têm vergonha de contar ao pároco que não são casados. Para se ter uma ideia, o casal mais velho que temos é de um senhor de 84 anos com uma senhora de 64”, afirmou o coordenador arquidiocesano de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado, um dos organizadores. “A maioria das pessoas tem o sonho do casamento religioso. E para muitas esse sonho é bloqueado porque eles acham que casar na Igreja é caro. O que não é uma realidade”, concluiu.
No dia 14 de novembro, houve um encontro de preparação para que os casais pudessem entender a dinâmica do casamento comunitário, que é diferente de quando é feita com apenas um casal. Nesse dia haverá grupo de oração para preparo espiritual e um bazar: uma sala com todos os tipos de itens de vestuário utilizados em casamentos, alguns doados e outros que serão vendidos por lojas parceiras a um preço mais acessível.
Segundo monsenhor Joel, igrejas do Brasil inteiro estão sendo mobilizadas para o envio dos documentos necessários. E algumas das pessoas ainda não se casaram porque são imigrantes.
“São tantas histórias bonitas que ouvimos nas entrevistas que às vezes dá vontade de ficar só contemplando a história. E é um trabalho interessante porque estamos mobilizando muita gente por um único objetivo: facilitar essas uniões”, pontuou o sacerdote.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, pág. 7

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Aprovado relatório final da CPI do Aborto

Deputado Márcio Pacheco

A CPI do Aborto da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, no dia 28 de outubro, o relatório final do deputado Jânio Mendes (PDT), o qual investigou a prática de aborto no Estado, o comércio de medicamentos abortivos e as clinicas que realizam o procedimento. Ainda não tem data marcada para a pauta ser votada no plenário da casa.
O relatório foi aprovado por seis votos a favor, dosdeputados Iranildo Campos (PSD), Márcio Pacheco (PSC), Jânio Mendes, Márcia Jeovani (PR), Thiago Mohamed (PMDB) e Doutor Deodalto (PTN); e um contra, do deputado Paulo Ramos (PSOL).
A polêmica em torno do relatório foi devida à inclusão da obrigatoriedade de os hospitais notificarem à polícia todos os casos de aborto que eles atenderem, até mesmo os permitidos por lei ou os espontâneos.
Para o vice-presidente da CPI, o deputado estadual Márcio Pacheco, a importância do relatório foi uma “vitória porque marca um posicionamento no Estado em relação à defesa da vida das crianças e das mães”.
O deputado definiu como cartel o comércio da prática do aborto no estado, o que, segundo o relatório, inclui médicos e policiais civis. “Não podemos permitir que policiais e servidores públicos se envolvam em uma matança como essa”, afirmou ele. O Conselho Federal de Medicina, segundo o deputado, foi acionado para cassar o CRM dos médicos investigados.
“Não tenho dúvida de que essa luta vai muito além de uma questão religiosa, passa a ser um direito a ser alcançado. Enquanto o aborto for crime em nosso país, vamos continuar lutando para que as pessoas que financiam isso sejam penalizadas”, declarou o parlamentar.
O aborto no país é crime, com pena mínima prevista de um ano de detenção e máxima de até três anos. As únicas exceções são em casos de caso de estupro, risco de vida para a mulher ou feto com anencefalia.

Objetivos da CPI
Segundo o bispo animador da Pastoral Familiar – Dom Antonio Augusto Dias Duarte, formado em medicina – além de ser um crime previsto no Código Penal, a prática do aborto clandestino é antiética por parte dos profissionais da saúde, e a prática deve ser punida.
Ele explicou que o objetivo principal da CPI não foi culpabilizar as mulheres e, sim, encontrar recursos para eliminar esse tipo de crime, tão prejudicial, principalmente para as que recorrem ao aborto.
“O que houve não foi uma votação para discutir quem estava contra ou a favor do aborto. A conclusão a que se chegou é de que há pessoas que cometem um crime previsto no Código Penal e que é contra a ética médica. Mesmo assim, essas pessoas continuam atuando, exercendo essa antimedicina, e causando males muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas, sendo o pior deles a morte”, explicou o bispo.
A proposta a partir do relatório final da CPI é que, tendo como base as notificações feitas à polícia, tanto de abortos espontâneos quanto de abortos provocados, possa ser feita uma pesquisa para definir as estatísticas desse crime no estado. Dessa forma, ficará mais fácil atuar para combatê-lo.
“Meu parecer é de que essa CPI agiu com retidão, com justiça, e em momento nenhum teve ou tem a intenção de criminalizar mulheres”, ressaltou Dom Antonio. “O importante aqui é que o Ministério Público e a polícia possam ter uma noção do número para tomar medidas que visem conter esse crime. Com relação às mulheres, a Igreja se coloca também no lugar de mãe para acolhê-las. Já em sua encíclica ‘Evangelho da Vida’, de 1995, São João Paulo II defendia que as menos culpadas do aborto são as mulheres. Portanto essas medidas não visam penalizá-las”, concluiu.
Para ele, um dos resultados obtidos através da definição das estatísticas do crime será a derrubada do consenso de que se fazem milhões de abortos no Brasil. Porque, ele afirmou, isso não é verdade e uma estatística real vai mostrar isso.

Foto: Divulgação/ALERJ

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3802/aprovado-relatorio-final-da-cpi-do-aborto
  

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Família é lugar onde se treina o perdão recíproco, diz Papa

Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
A Assembleia do Sínodo dos Bispos, que se concluiu há pouco, refletiu a fundo a vocação e a missão da família na vida da Igreja e da sociedade contemporânea. Foi um evento de graça. Ao término, os padres sinodais me entregaram o texto de suas conclusões. Quis que esse texto fosse publicado para que todos participassem do trabalho em que nos viram empenhados juntos por dois anos. Esse não é o momento de examinar tais conclusões, sobre as quais devo eu mesmo meditar.
Nesse meio de tempo, porém, a vida não para, em particular a vida das famílias não para! Vocês, queridas famílias, estão sempre em caminho. E continuamente escrevem já nas páginas da vida concreta a beleza do Evangelho da família. Em um mundo que às vezes se torna árido de vida e de amor, a cada dia vocês falam do grande dom que são o matrimônio e a família.
Hoje gostaria de destacar esse aspecto: que a família é um grande ginásio de treinamento ao dom e ao perdão recíproco sem o qual nenhum amor pode durar muito. Sem se doar e sem se perdoar o amor não permanece. Na oração que Ele mesmo nos ensinou – isso é, o Pai Nosso – Jesus nos faz pedir ao Pai: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. E no fim comenta: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6, 12. 14-15). Não se pode viver sem se perdoar, ou ao menos não se pode viver bem, especialmente em família. Todo dia cometemos erros uns com os outros. Devemos levar em conta esses erros, devidos à nossa fragilidade e ao nosso egoísmo. O que porém é pedido a nós é curar logo as feridas que nos fazem, tecer de novo imediatamente os fios que se rompem na família. Se esperamos muito, tudo se torna mais difícil. E há um segredo simples para curar as feridas e para rejeitar as acusações. É isso: não deixar terminar o dia sem pedir desculpa, sem fazer as pazes entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs…entre nora e sogra! Se aprendemos a pedir desculpas logo e a nos doarmos o recíproco perdão, curamos as feridas, o matrimônio se fortalece e a família se torna uma casa sempre mais sólida, que resiste aos choques das nossas pequenas e grandes maldades. E por isso não é necessário fazer um grande discurso, mas é suficiente um carinho: um carinho e terminou tudo e se recomeça. Mas não terminar o dia em guerra!