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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Zika vírus: bispos brasileiros respondem à epidemia e condenam o aborto

“Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira”, diz um trecho da mensagem aprovada pelo Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e divulgada pela Presidência da entidade, nesta quinta-feira, dia 4, durante entrevista coletiva à imprensa. No texto, a Conferência conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chicungunya.
A CNBB também afirma, dada a provável ligação com os casos de microcefalia, que o estado de alerta “não deve levar a pânico". Outra indicação é que tal situação “tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito à vida”.
Leia o texto na integra.

MENSAGEM DA CNBB SOBRE O COMBATE AO AEDES AEGYPTI

“Tu me restauraste a saúde e me deixaste viver” (Is 38,16b)

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2016, conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya. Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira.
Merece atenção especial o vírus zika por sua provável ligação com a microcefalia, embora isso não tenha sido provado cientificamente. A gravidade da situação levou a Organização Mundial da Saúde a declarar a microcefalia e o vírus zika emergência internacional. O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito ao dom da vida.
Seja garantida, com urgência, a assistência aos atingidos por estas enfermidades, sobretudo às crianças que nascem com microcefalia e suas famílias. A saúde, dom e direito de todos, deve ser assegurada, em primeiro lugar, pelos gestores públicos. A eles cabe implementar políticas que apontem para um sistema de saúde pública com qualidade e universal. Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano contribui muito ao trazer à tona a vergonhosa realidade do saneamento básico no Brasil. Sem uma eficaz política nacional de saneamento básico, fica comprometido todo esforço de combate ao aedes aegypti.
O compromisso de cada cidadão também é indispensável na tarefa de erradicar este mal que desafia nossas instituições. O princípio de tudo é a educação e a corresponsabilidade. Por isso, exortamos as lideranças de nossas comunidades eclesiais a organizarem ações e a se somarem às iniciativas que visem colocar fim a esta situação. As ações de competência do poder público sejam exigidas e acompanhadas. Nas celebrações, reuniões e encontros, sejam dadas orientações claras e objetivas que ajudem as pessoas a tomarem consciência da gravidade da situação e da melhor forma de combater as doenças e seu transmissor. Com o esforço de todos, a vitória não nos faltará.
Deus, em sua infinita misericórdia, faça a saúde se difundir sobre a terra (cf. Eclo 38,8). Nossa Senhora Aparecida, mãe e padroeira do Brasil, ajude-nos em nosso evangélico compromisso de promoção e defesa da vida.

Brasília, 4 de fevereiro de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB


Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18108:cnbb-divulga-mensagem-sobre-o-combate-ao-aedes-aegypti&catid=86:notas-e-declaracoes&Itemid=105

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Homilia do Papa: “A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”

“A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”, disse o Papa Francisco nesta quinta-feira na homilia da Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta. Ele convidou a não temer a morte, porque a vida continua.
“Pensar no último passo é uma luz que ilumina a vida”. A primeira leitura do dia fala sobre a morte do rei David. O Santo Padre recorda que “toda vida tem um fim”, embora não gostemos muito deste pensamento, “é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós”.
Francisco comentou que numa das Audiências Gerais estava entre os doentes “uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado”. Ele perguntou: “Quantos anos a senhora tem irmã? E com um sorriso ela respondeu: 83, mas estou terminando o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho câncer no pâncreas. Assim, em paz, aquela mulher viveu intensamente a sua vida consagrada. Não tinha medo da morte: Estou terminando o meu percurso de vida para começar outro. É uma passagem. Estas coisas nos fazem bem.”
Francisco citou o rei Davi, que reinou por 40 anos, e antes de morrer exortou o filho a observar a lei do Senhor. “Ele em vida pecou muito, mas aprendeu a pedir perdão e a Igreja o chama de “Santo Rei Davi. Pecador, mas Santo”! Agora, na hora da morte, deixa ao filho “a herança mais bonita e maior que um homem e uma mulher podem deixar aos filhos: deixa a fé”, afirmou.
“Quando se faz o testamento, as pessoas dizem: ‘Mas a ele deixo isto, a este deixo aquilo, àquele deixo aquilo outro …’. Sim, tudo bem, mas a mais bela herança, a maior herança que um homem, uma mulher pode deixar aos seus filhos é a fé. E Davi faz memória das promessas de Deus, faz memória da própria fé nessas promessas e as recorda ao filho”.
Francisco destacou ainda que na cerimônia de Batismo é dado aos pais a vela acesa, que significa a luz da fé. “Estamos dizendo: ‘Mantenha-a, faça-a crescer no seu filho e na sua filha e deixe-a como herança”, explicou.
“Deixar a fé como herança – continuou o Papa –  isso nos ensina Davi, e morre assim, simplesmente como cada homem. Mas sabe bem o que aconselhar ao filho e qual seja a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé!”.
O Santo Padre levantou uma questão, que fará bem fazer-nos: “Qual é a herança que eu deixo com a minha vida?”. E convidou a pedir ao Senhor duas coisas: “não ter medo deste último passo, como a irmã da Audiência de quarta-feira” e que todos nós “possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”, concluiu o Santo Padre Francisco.

Fonte: https://pt.zenit.org/articles/homilia-do-papa-a-heranca-mais-bonita-que-podemos-deixar-aos-outros-e-a-fe/