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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Papa Francisco convida a lutar contra o mal: Toda a vida cristã é um combate
A última catequese do Papa Francisco sobre
o Batismo na Audiência Geral de quarta-feira foi sobre a “força de
vencer o mal” e explicou como este sacramento é uma arma eficaz para isso.
Francisco falou dos catecúmenos que adultos
também se preparam para receber o Batismo e que estão realizando a iniciação
cristã. “Educados na escuta de Jesus, de seu ensinamento e de suas obras, os
catecúmenos revivem a experiência da mulher samaritana sedenta de água viva, do
cego de nascença que abre os olhos à luz, de Lázaro que sai do sepulcro”.
“O Evangelho traz consigo a força de
transformar quem o acolhe com fé, tirando-o do domínio do maligno a fim de que
aprenda a servir ao Senhor com alegria e novidade de vida”.
O Pontífice destacou que “à fonte batismal
jamais se se vai sozinho, mas acompanhados pela oração de toda a Igreja,
como recordam as ladainhas dos santos que precedem à oração de exorcismo e
a unção pré-batismal com o óleo dos catecúmenos”.
“São gestos que, desde a antiguidade,
asseguram àqueles que se preparam para renascer como filhos de Deus que a
oração da Igreja os assiste na luta contra o mal, ajudando-os a subtrair-se do
poder do pecado para passar ao reino da graça divina”.
O Papa recordou que este é o motivo pelo qual
o caminho dos catecúmenos adultos “é marcado por repetidos exorcismos
pronunciados pelo sacerdote, ou seja, orações que invocam a libertação de tudo
aquilo que separa de Cristo e impede a íntima união com Ele”.
Também destacou que o Batismo “não é uma
fórmula mágica”, mas “um dom do Espírito Santo que habilita quem o recebe a
lutar contra o espírito do mal, crendo que Deus mandou ao mundo seu Filho para
destruir o poder de satanás e transferir o homem das trevas ao seu reino de luz
infinita”.
“A vida cristã está sempre sujeita às
tentações de se separar de Deus, de seu querer, da comunhão com ele, para
recair nos laços da sedução mundana”.
No Batismo, o catecúmeno também é ungido com
o óleo, que significa que “o poder de Cristo Salvador fortifica para lutar
contra o mal e vencê-lo”.
Por sua vez, reconheceu que “é cansativo
combater contra o mal, fugir de seus enganos, retomar forças após uma luta
exaustiva, mas devemos saber que toda a vida cristã é um combate”.
“Devemos também saber que não estamos
sozinhos, que a Mãe Igreja reza para que seus filhos, regenerados pelo Batismo,
não sucumbam às insídias do maligno, mas o vençam pelo poder da Páscoa de
Cristo”.
Fonte:
https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-convida-a-lutar-contra-o-mal-toda-a-vida-crista-e-um-combate-81832
terça-feira, 24 de novembro de 2015
A porta do acolhimento
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Queridos
irmãos e irmãs, bom dia!
Com essa reflexão chegamos ao limiar do
Jubileu, que está próximo. Diante de nós está a porta, mas não somente a Porta
Santa, outra: a grande porta da Misericórdia de Deus – e essa é uma porta bela!
– , que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão. A porta
é generosamente aberta, é preciso um pouco de coragem da nossa parte para
cruzar o limiar. Cada um de nós tem dentro de si coisas que pesam. Todos somos
pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa misericórdia
de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos
olha, está sempre próximo a nós. Coragem! Entremos por essa porta!
Do Sínodo dos Bispos, que celebramos no mês
de outubro passado, todas as famílias, e toda a Igreja, receberam um grande
encorajamento para se encontrarem no limiar dessa porta aberta. A Igreja foi
encorajada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos
filhos e filhas em caminho, às vezes incertos, às vezes perdidos, nestes tempos
difíceis. As famílias cristãs, em particular, foram encorajadas a abrir a porta
ao Senhor que espera para entrar, levando sua benção e sua amizade. E se a
porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, também as portas das nossas
igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições,
das nossas dioceses, devem estar abertas, para que assim todos possam sair e
levar essa misericórdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da
misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas abertas
para deixar o Senhor entrar – ou tantas vezes sair o Senhor – prisioneiro das
nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas coisas.
O Senhor nunca força a porta: também Ele pede
permissão para entrar. O Livro do Apocalipse diz: “Eu estou à porta e bato. Se
alguém escuta a minha voz e me abre a porta, eu virei a ele, cearei com ele e
ele comigo” (3, 20). Imaginemos o Senhor que bate à porta do nosso coração! E
na última grande visão deste Livro do Apocalipse, assim se profetiza da Cidade de
Deus: “As suas portas não se fecharão nunca durante o dia”, o que significa
para sempre, porque “não haverá mais noite” (21, 25). Há lugares no mundo em
que não se fecham as portas com chave, ainda há. Mas há tantos onde as portas
blindadas se tornaram normais. Não devemos nos render à ideia de dever aplicar
esse sistema a toda a nossa vida, à vida da família, da cidade, da sociedade. E
tão menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inospitaleira, assim
como uma família fechada em si mesma mortifica o Evangelho e seca o mundo. Nada
de portas blindadas na Igreja, nada! Tudo aberto!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Família é lugar onde se treina o perdão recíproco, diz Papa
Praça
São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Queridos
irmãos e irmãs, bom dia!
A Assembleia do Sínodo dos Bispos, que se
concluiu há pouco, refletiu a fundo a vocação e a missão da família na vida da
Igreja e da sociedade contemporânea. Foi um evento de graça. Ao término, os
padres sinodais me entregaram o texto de suas conclusões. Quis que esse texto
fosse publicado para que todos participassem do trabalho em que nos viram
empenhados juntos por dois anos. Esse não é o momento de examinar tais
conclusões, sobre as quais devo eu mesmo meditar.
Nesse meio de tempo, porém, a vida não para,
em particular a vida das famílias não para! Vocês, queridas famílias, estão
sempre em caminho. E continuamente escrevem já nas páginas da vida concreta a
beleza do Evangelho da família. Em um mundo que às vezes se torna árido de vida
e de amor, a cada dia vocês falam do grande dom que são o matrimônio e a
família.
Hoje gostaria de destacar esse aspecto: que a
família é um grande ginásio de treinamento ao dom e ao perdão recíproco sem o
qual nenhum amor pode durar muito. Sem se doar e sem se perdoar o amor não
permanece. Na oração que Ele mesmo nos ensinou – isso é, o Pai Nosso – Jesus
nos faz pedir ao Pai: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a
quem nos tem ofendido”. E no fim comenta: “Se perdoardes aos homens as suas
ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos
homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6, 12. 14-15). Não se pode viver
sem se perdoar, ou ao menos não se pode viver bem, especialmente em família.
Todo dia cometemos erros uns com os outros. Devemos levar em conta esses erros,
devidos à nossa fragilidade e ao nosso egoísmo. O que porém é pedido a nós é
curar logo as feridas que nos fazem, tecer de novo imediatamente os fios que se
rompem na família. Se esperamos muito, tudo se torna mais difícil. E há um
segredo simples para curar as feridas e para rejeitar as acusações. É isso: não
deixar terminar o dia sem pedir desculpa, sem fazer as pazes entre marido e
mulher, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs…entre nora e sogra! Se
aprendemos a pedir desculpas logo e a nos doarmos o recíproco perdão, curamos
as feridas, o matrimônio se fortalece e a família se torna uma casa sempre mais
sólida, que resiste aos choques das nossas pequenas e grandes maldades. E por
isso não é necessário fazer um grande discurso, mas é suficiente um carinho: um
carinho e terminou tudo e se recomeça. Mas não terminar o dia em guerra!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Jesus nasce numa família
Tema da Catequese do dia 17 de dezembro: A
Família de Nazaré – uma meditação do Santo Padre incluída no caminho comum que
nos levará ao Sínodo dos Bispos de outubro próximo.
“Jesus nasce numa família. Deus escolheu
nascer numa família que Ele próprio formou. Formou-a numa perdida localidade do
Império Romano. Não em Roma, não numa grande cidade, mas num periferia quase invisível,
aliás, mal afamada. Recordam-no até os Evangelhos, quase como que a dizer: ‘De
Nazaré pode vir algo de bom?’ Se calhar, em muitas partes do mundo, nós
próprios falamos ainda assim, quando ouvimos o nome de algum lugar periférico
de uma grande cidade. Pois bem, foi precisamente dali, daquela periferia do
Império Romano que se iniciou a história mais santa, aquela de Jesus entre os
homens!”
Cada família – continuou o Papa – tal como
fizeram Maria e José – pode acolher Jesus, ouvi-Lo, falar com Ele, guardá-Lo,
protegê-Lo, conversar com Ele; e, deste modo, melhorar o mundo. Demos espaço ao
Senhor no nosso coração e no nosso dia-a-dia! Assim fizeram Maria e José –
afirmou o Santo Padre.
A família de Nazaré é uma família real, uma
família normal – continuou o Papa Francisco – contemplando-a, descobrimos a
vocação e a missão da família, de cada família. Como aconteceu naqueles trinta
anos de vida oculta de Jesus em Nazaré, assim pode suceder conosco: fazer com
que se torne normal o amor e não o ódio, fazer com que se torne comum a ajuda
recíproca e não a indiferença nem a inimizade. Não é por acaso – disse ainda o
Santo Padre – que a palavra “Nazaré” significa “Aquela que guarda”; e o mesmo
se diz de Maria: “Ela guardava todas estas coisas no seu coração”.
“Desde então, todas as vezes que há uma
família que guarda no coração este mistério da vocação e missão da família,
ainda que seja na periferia do mundo, está a realizar-se o mistério do Filho de
Deus. E Ele vem para salvar o mundo.”
Após a oração do Pai-Nosso o Papa Francisco a
todos deu a sua bênção!
Fonte:
http://pt.radiovaticana.va/news/2014/12/17/jesus_nasce_numa_fam%C3%ADlia_%E2%80%93_o_papa_na_audi%C3%AAncia_geral/1115087
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Papa inicia ciclo de catequeses sobre família falando do Sínodo
Santo Padre explicou o que
foi o Sínodo dos Bispos, iniciando, assim, um ciclo de catequeses que vai
abordar diversos aspectos da vida familiar.
A família é o tema de um novo ciclo de
catequeses do Papa Francisco. Reunido com os fiéis, nesta quarta-feira, 10, na
Praça São Pedro, o Pontífice começou as reflexões falando do Sínodo dos Bispos,
realizado em outubro passado.
Antes de entrar nos diversos aspectos da vida
familiar, Francisco quis recordar como se desenvolveu a última assembleia
sinodal, já que a Igreja vive um tempo intermediário à espera da conclusão das
reflexões, o que só acontecerá na assembleia de 2015.
Francisco lembrou o trabalho da mídia e
agradeceu pela cobertura noticiosa realizada. Porém, observou que a visão da
mídia foi um pouco parecida com as crônicas esportivas ou políticas, pois
falava de dois grupos, como “dois adversários”. Ele explicou que, quando se
procura a vontade de Deus em uma assembleia sinodal, há diversos pontos de
vista e discussão, mas isso não é ruim, quando feito com humildade e espírito
de serviço.
“Devemos saber que o Sínodo não é um
parlamento. Sínodo é um espaço protegido, a fim de que o Espírito Santo possa
trabalhar”, ressaltou Francisco, explicando que houve sim um debate entre
bispos que foram para lá preparados, mas esse é o caminho sinodal normal.
“Antes de tudo, pedi aos padres sinodais para
falarem com franqueza e coragem e escutarem com humildade (…) No Sínodo, não
houve censura prévia. Cada um podia, mais ainda, devia dizer aquilo que tinha
no coração e que pensava sinceramente”.
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