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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tempo de ser família cristã

D. Orani João Tempesta
Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro

            No Domingo após o Natal, dentro da oitava, celebra-se a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. É o último domingo do ano civil. O tema família esteve presente nos últimos tempos nos noticiários devido à Assembleia Extraordinária e ao Sínodo dos Bispos sobre o tema. Enquanto aguardarmos o documento pós-sinodal rezamos pela família que, como recorda São João Paulo II, “é por onde passa o futuro da humanidade”. Celebrar esta solenidade na Oitava do Natal é contemplar o ideal de família que deve ter Jesus Cristo no centro de nossas casas.
            Deus quis manifestar-se aos homens integrado numa família humana. Ele quis nascer numa família, quis transformar a família num presépio vivo. Pode-se dizer que neste domingo celebramos o “Dia da Família”.
            A Palavra de Deus desta solenidade (Eclo. 3, 3-7. 14-17) lembra aos filhos o dever de honrarem pai e mãe, de socorrê-los e compadecer-se deles na velhice, ter piedade, ou seja, respeito e dedicação para com eles; isto é cumprimento da vontade de Deus.
            São Paulo, em Cl 3, 12-21, elenca as virtudes que devem reinar na família: sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportarem-se uns aos outros com amor, perdoar-se mutuamente. Revestir-se de caridade e ser agradecidos. Se a família não estiver alicerçada no amor cristão, será muito difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações. Quando esse amor existe, tudo se supera, tudo se aceita; mas, se falta esse amor mútuo, tudo se faz sumamente pesado. E o único amor que perdura, não obstante os possíveis contrastes no seio da família, é aquele que tem o seu fundamento no amor de Deus.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O presente mais valioso para os filhos não são as coisas, mas o amor dos pais, diz o Papa

Ao receber esta manhã em audiência funcionários da Santa Sé e da Estado Cidade do Vaticano para a tradicional saudação natalina, o Papa Francisco os animou a “cuidar do seu matrimônio e dos seus filhos”, e recordou que “o presente mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais”.
O Santo Padre destacou que o Natal “nos oferece a bela ocasião de nos reencontrarmos e trocar felicitações”.
“Antes que nada desejo agradecer-lhes pelo seu trabalho, pelo empenho que põem para fazer as coisas bem, sempre, mesmo quando não há nenhum reconhecimento. Tantas vezes alguém faz algo bem e não é reconhecido”, disse.
Francisco agradeceu especialmente “àqueles entre vocês que há muitos anos fazem o mesmo tipo de trabalho, um trabalho frequentemente escondido, e procuram fazer as coisas como se deve”.
“Sabemos que isto é normal, é simplesmente fazer o próprio dever; mas sabemos também que para nós seres humanos não é fácil, não somos máquinas –graças a Deus! – e às vezes necessitamos um incentivo, ou mudar um pouco”.
O Papa pediu também perdão “pelos escândalos que houve no Vaticano”.
“Mas gostaria que sua atitude e a minha, especialmente nestes dias, seja sobre tudo aquela de rezar, rezar pelas pessoas envolvidas nestes escândalos, para que quem se equivocou se arrependa e possa reencontrar o justo caminho”, exortou.
Entretanto, Francisco considerou a coisa “mais importante” de sua mensagem seu pedido de “cuidar do seu matrimônio e dos seus filhos”.