Mostrando postagens com marcador Defesa da vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Defesa da vida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Papa Francisco, no encontro “Sim à vida”: “O aborto nunca é a resposta ideal”

“Nenhum ser humano jamais pode ser incompatível com a vida, seja pela sua idade, pela sua saúde e pela qualidade da sua existência. Toda criança, desde o seio da sua mãe, é um dom, que muda a história de uma família. Ela deve ser sempre bem-vinda, amada e cuidada”, disse o papa Francisco durante o Encontro Internacional “Sim à vida: cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”.

O encontro, promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e pela Fundação “O Coração em uma gota”, que acolhe crianças recém-nascidas em extrema fragilidade, reuniu cerca de 300 participantes no Vaticano. Entre eles, o assessor da Comissão Episcopal para Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jorge Alves Filho.
Padre Jorge

“Foi para mim uma demonstração de que nossa Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família está em sintonia com o pensamento do Papa Francisco. Em Roma refletimos sobre o sim à vida. Apoio às famílias que enfrentam uma gravidez de crianças com alguma doença. Estar diante do Papa é poder dizer a ele que trabalho na CNBB, justamente com a Pastoral Familiar, que defende a vida, é verdadeiramente uma grande graça”, destacou.
Segundo padre Jorge, é sempre bom estar diante de uma pessoa que tem demonstrado como é necessário que a Igreja se aproxime mais das pessoas em suas realidades familiares bem-sucedidas, mas principalmente daquelas que são mais frágeis. “Onde há uma família, ali deve estar sempre um agente da Pastoral Familiar, sobretudo, lutando pela defesa da vida”.
Em seu discurso, o papa disse ainda que as crianças, em alguns casos, são definidas pela cultura do descarte como incompatíveis com a vida. “Nenhum ser humano jamais pode ser incompatível com a vida, seja pela sua idade, pela sua saúde e pela qualidade da sua existência. Toda criança, desde o seio da sua mãe, é um dom, que muda a história de uma família. Ela deve ser sempre bem-vinda, amada e cuidada”, destacou.
Segundo o Pontífice, quando uma mulher descobre que está esperando um filho, sente a profunda sensação de um mistério, que cresce dentro de si, permeia todo o seu ser e a torna mãe. Entre ela e a criança, Francisco afirma que instaura-se um intenso diálogo, uma relação real desde o momento da concepção.
“Esta capacidade comunicativa não é só da mulher, mas, sobretudo, da criança, que, em sua individualidade, envia sinais da sua presença e das suas necessidades à mãe. Hoje, as técnicas modernas fazem um diagnóstico pré-natal, prevendo malformações e patologias, que poderiam comprometer a vida da criança e a serenidade da mulher”, explicou o Papa, que prosseguiu alertando: “A autenticidade da sua evolução é muito subjetiva e, eventualmente, pode ser resolvida com as devidas terapias. Por isso, os médicos jamais devem esquecer o valor sagrado da vida humana e a sua proteção”.
Foto: Vatican Media

Aos médicos, o Santo Padre revelou: “A profissão do médico é uma missão, uma vocação para a vida. Eles devem estar conscientes de que são um dom para as famílias. Por isso, devem assumir a vida dos outros, enfrentar a sua dor; serem capazes de tranquilizar e encontrar soluções sempre no respeito da dignidade da vida humana”.
Ao cuidar das crianças terminais, Francisco comentou que os médicos devem ajudar os pais a aceitarem a realidade e a aliviar sua dor. “Infelizmente, a cultura dominante, hoje, não promove este aspecto. Em nível social, o temor e a hostilidade, diante da deficiência física, podem levar, muitas vezes, à escolha do aborto, como prática de ‘prevenção’”, completou o Pontífice que recordou o ensinamento da Igreja:
“A vida humana é sagrada e inviolável e o uso da diagnose pré-natal, para propósitos seletivos, deve ser fortemente desencorajado. O aborto nunca é a resposta ideal que as mulheres e as famílias buscam. Neste sentido, as ações pastorais são sempre urgentes e necessárias para criar espaços, lugares e ‘redes de amor’, aos quais os casais podem se dirigir, além de dedicar tempo para acompanhar as famílias”.
O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes no encontro internacional, agradecendo a todos os que trabalham para a defesa da vida, em particular, às famílias, mães e pais, que acolheram a vida frágil e, agora, são solidários e ajudam outras famílias. “Seu testemunho de amor é um presente para o mundo!”, encerrou.


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Por quem os sinos dobram

Perante o Supremo Tribunal Federal, a ADPF 442 pretende descriminalizar o aborto até 12 semanas de gestação.
Neste dia 2 de agosto, todas as igrejas católicas do Estado do Rio de Janeiro estão soando sinos, em clamor de uma só voz. No dia 3, inicia-se audiência pública no STF sobre esse candente tema.
A ADPF 442 pretende deslocar o debate cidadão sobre o assassinato via aborto do Congresso para o Tribunal, quando tribunais não são criados para elaborar leis. Ela encerra um pedido impossível, que é retirar do Parlamento a prerrogativa de ouvir o povo e legislar, e transferi-la ao Supremo, que deve guardar a Constituição e as leis, e não revogá-las.
O procedimento adotado pela Corte Suprema permitirá que a iminente audiência pública, se não for adiada, leve à falsa impressão de que a cultura da morte de inocentes indefesos deitou raízes majoritárias no Brasil. O volume de falas é desproporcional: 29 expositores pró-aborto escalados, sendo que até vozes estrangeiras pró-morte terão vez. Por outro lado, menos da metade dos admitidos a falar são instituições brasileiras pró-vida, em iníqua disparidade de armas, incompatível com a igualdade e a democracia.
Em debate, a obra do Constituinte pela dignidade e inviolabilidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural, como decorre da Biologia. Tema relevante para a sociedade brasileira, o Congresso Nacional já rejeitou expressamente o aborto, tão condenado em recentes debates na Casa.
Em respeito à vontade do povo, diante até do renovado Congresso que será eleito, recomenda-se aguardar novos debates sobre a vida e o aborto. A vida frágil no seu começo e fim reclama proteção.
Na véspera da audiência no STF, por quem os sinos dobram? Os sinos dobram pelas vidas inocentes e indefesas da nação brasileira.

José Marcos Domingues é presidente da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro


Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/por-quem-os-sinos-dobram-22943005?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

terça-feira, 5 de junho de 2018

Papa: proteger a vida desde a concepção até o ocaso natural

"Sejam sinais de esperança, que aliviam os momentos de solidão e sofrimento na enfermidade", disse Francisco aos membros da Sociedade Italiana de Combate à Distrofia Muscular, doença genética degenerativa, que acomete, geralmente, crianças entre 1 e 6 anos.

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (02/6), recebendo, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 1.500 membros da Sociedade italiana de Combate à Distrofia Muscular.
A distrofia muscular, recordamos, é uma doença genética degenerativa, que acomete, geralmente, crianças entre 1 e 6 anos, provocando fraqueza e perda progressiva da função muscular. Trata-se de uma doença grave que não dá nenhuma expectativa de vida.
Em seu discurso aos numerosos presentes, o Papa cumprimentou e agradeceu “aos sócios e voluntários da Sociedade, que prestam um generoso serviço, em todo o território nacional, aos pacientes acometidos por distrofias e outras patologias musculares. E acrescentou:
“Para eles, vocês são sinais de esperança, que aliviam os momentos de solidão e sofrimento, e estímulo para enfrentar a enfermidade, com confiança e serenidade. Sua presença assegura-lhes uma assistência preciosa, em âmbito médico e social, além do calor humano, do diálogo fraterno e da ternura. A reabilitação física pode e deve ser acompanhada por uma reabilitação espiritual, composta de gestos de solidariedade, um serviço para combater a dor física, mas também o sofrimento moral de abandono e isolamento”.
Entre as caraterísticas de tal serviço, o Papa recordou a gratuidade, - para além dos interesses ou ideologias, - discrição, fidelidade, atenção, prontidão, eficácia, humildade, serenidade, determinação, pontualidade, perseverança e respeito pelo paciente. Por isso, Francisco animou os membros da Associação italiana de Combate à Distrofia Muscular:
“Encorajo-os a prosseguir nesta trajetória, tornando-se, cada vez mais, testemunhas de solidariedade e caridade evangélica. Seu precioso serviço é um fator peculiar de humanização, que leva a sociedade a ser mais atenciosa com a dignidade humana. Jesus compartilhou, até à morte, da nossa realidade terrena, ensinando-nos a agir com caridade, que é a forma mais eloquente do testemunho evangélico”.
Neste sentido, o Santo Padre recordou os inúmeros homens e mulheres cristãos, que, ao longo dos séculos, se dedicaram com amor ao próximo sofredor, como José Cottolengo, Luís Guanella, Luís Orione.
Francisco concluiu seu discurso recordando a importância da ajuda e da assistência a quem sofre, bem como o testemunho cristão, sobretudo entre os jovens, que devem ser educados a uma cultura de solidariedade e acolhida, aberta às necessidades das pessoas mais frágeis.
Por fim, o Papa afirmou que “quem sofre compreende mais o valor do dom divino da vida, que deve ser tutelada, desde a sua concepção até ao fim natural”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-sociedade-italiana-distrofia-proteger-dom-vida.html

terça-feira, 3 de outubro de 2017

“Vida é sagrada nas suas diversas etapas” afirma presidente da Comissão para Vida e Família

A Igreja no Brasil abriu neste domingo, 1º de outubro, a Semana Nacional da Vida. Neste ano, as reflexões estão em sintonia com o Ano Nacional Mariano, com o tema “Bendito é o fruto do teu ventre”. Até o dia 7, será o momento para levar às comunidades uma reflexão mais aprofundada sobre agressões que a vida sofre no mundo de hoje. No dia 8, a iniciativa é encerrada com o Dia do Nascituro, dedicado às crianças que ainda vão nascer.
De acordo com o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, a Semana Nacional da Vida é assumida pela Pastoral Familiar e deve levar a todas as comunidades uma reflexão mais aprofundada sobre “as muitas agressões que a vida sofre no mundo de hoje tão marcado pela discriminação, pela exclusão, pela liquidificação dos valores morais, que vão caindo cada vez mais e valores importantes para a vida humana”. Para o bispo, diante dessas questões presentes no dia-a-dia dos brasileiros, a resposta dos cristãos deve ser dada a partir do Evangelho, a partir do ensino da Igreja.
O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio para a criança que está no ventre materno. “Aquele que vai nascer, o nascituro, tem o seu direito à vida, não só o direito de viver, mas desenvolver-se com qualidade e poder se tornar um ser humano integral. Então essa semana é extremamente importante para todos nós”, pontua dom João Bosco.
A Semana Nacional da Vida parte da dinâmica de defesa da vida e é celebrada oficialmente desde 2005 quando foi oficializada pela Assembleia da CNBB naquele ano. Antes disso, porém, desde a década de 1980 aconteciam iniciativas, como campanhas, aprofundamentos, encontros e cursos relacionados à temática.

Dignidade da vida no ventre materno
A temática deste ano, ligada ao Ano Mariano, sugere que Maria seja modelo, pois tem no seu ventre uma criança que é o próprio filho de Deus. “Assim, existem muitas mulheres que trazem no seu ventre também os seus nascituros, os seus filhos que vão nascer, e aí está um ponto de partida para a gente compreender toda a sacralidade da vida. A vida é sagrada nas suas diversas etapas e deve ser defendida desde o momento da concepção”, explica o bispo, que também preside a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

“Há muitas pessoas que pensam de forma diferente e acham que a vida pode ser eliminada se ela nos incomoda, que pode ser eliminada se ela não é ‘perfeita’, ‘porque o feto não tem direitos, quem tem é a mulher de preservar o seu corpo…’ Mentira! É um ser humano! Um ser humano que tem direitos, sim, e que por isso deve ser extremante cuidado, especialmente por ser muito frágil”, exorta.

Subsídio
A CNPF prepara desde 2011 o subsídio Hora da Vida para a semana nacional. A edição deste ano foi elaborada em parceria com o Movimento Brasil Sem Aborto e o grupo Promotores da Vida. São sete encontros e propostas de Celebração da Vida para o Dia do Nascituro e de bênção para o momento do parto. “Em cada encontro temos a oportunidade de recordar a história de Jesus e também de sua mãe, que protagonizou a bela atitude de acolher uma vida que teria a missão de salvar as vidas”, explica o assessor da Comissão para a Vida e a Família, padre Jorge Alves Filho.
Dom João Bosco explica que o livreto apresenta o tema a partir das diversas etapas da vida, com os “grandes entraves que precisam ser superados”. O bispo sugere que os interessados poderão aproveitar os subsídios preparados nos anos anteriores, os quais têm temas também significativos e que podem ser retomados e aprofundados nas comunidades durante a semana. “Assunto não falta. O que precisa é a gente abraçar com carinho a Semana Nacional da Vida”, incentiva.

Fonte: http://cnbb.net.br/vida-e-sagrada-nas-suas-diversas-etapas-afirma-presidente-da-comissao-para-vida-e-familia/

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Marcha pela vida: Rio unido contra o aborto


Aconteceu no dia 7 de maio, na orla da Praia de Copacabana, a quinta edição “Marcha da Cidadania pela Vida”. Organizada pelo Movimento da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto do Estado do Rio de Janeiro, a marcha reuniu centenas de pessoas, incluindo membros da arquidiocese e demais representantes religiosos em defesa do nascituro.
O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, esteve presente na abertura oficial do evento e falou ao público sobre a importância de manifestar pelo valor da vida. “Num momento de tanta violência e descrédito das autoridades, estamos aqui, todos juntos, pedindo respeito à vida. A ciência já sabe que a vida humana começa na concepção e vai até a morte natural e, por isto, merece ser dignificada em todos seus momentos. Queremos pedir que as mães gestantes sejam respeitadas e bem assistidas para que possam ver a beleza do que é gerar um filho. Que Deus abençoe este trabalho e esta missão”, disse. 
A marcha foi aberta com apresentações de teatro e dança, e seguiu em direção ao Leme com placas e cartazes pedindo respeito à vida. Houve coleta de assinaturas para serem encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). 
O comando da caminhada ficou por conta da cantora católica e coordenadora geral do Comitê Estadual do Movimento Cidadania pela Vida, Zezé Luz, que frisou sobre a importância do respeito à lei. “Uma cultura de morte está sendo implementada, e nós não queremos o aborto no nosso país. Queremos verdadeiramente dar voz e vez às crianças. Nos alegramos por cerca de 87% da população brasileira ser ainda terminantemente contra o aborto, e pedimos aqui que o STF não aprove o aborto de bebês com microcefalia, pois precisamos que a vida prevaleça”, falou.
Estiveram presentes também representantes dos movimentos evangélico e espírita do Estado do Rio.
A coordenadora do movimento evangélico “Deixai vir os pequeninos”, Viviane Picorelli, partilhou uma experiência própria com o público, e deixou um recado para as mulheres: “Estou aqui para dizer a todas que é possível ser mãe mesmo na adolescência, e que um aborto pode trazer consequências terríveis para a vida”.
O médico pediatra e diretor de Relações Externas do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro, Adriano Almeida, e a coordenadora das Relações Institucionais do Movimento da Estadual da Cidadania pela Vida, Jane Chantre, deixaram o apoio dos espíritas à marcha. “Acreditamos que é um crime interromper a vida dentro do útero. Legalizar o aborto é legalizar o homicídio em qualquer época da vida. É uma questão de lógica, não só de religião”, disse Adriano.
Jane Chantre reforçou que a vida é o primeiro direito do homem e da mulher: “A população precisa ver que todo ser humano tem direito de viver, e precisamos mostrar isto agora, antes que outros façam diferente. Não podemos deixar que o aborto seja legalizado neste país”, falou.

A ex-feminista, escritora e palestrante Sara Winter, de 24 anos, também esteve no evento. Sara largou o movimento radical e hoje se dedica à Igreja e a contar como uma vida insegura levou-a a cometer erros. “Eu apoiava o aborto disfarçado de direitos igualitários. Com a ajuda de amigas, fiz um aborto clandestino e me arrependi muito. Tive sequelas disto, e sei como é. O único que me ajudou neste momento foi um amigo cristão católico, por isto hoje tento explicar para as meninas que este não é o melhor caminho”, contou.
Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/5721/marcha-pela-vida-rio-unido-contra-o-aborto

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Semana Nacional da Vida propõe defesa da vida em todas as fases

A Igreja no Brasil celebra de 1º a 7 de outubro a Semana Nacional da Vida, culminando no Dia do Nascituro, 8 de outubro. Trata-se, segundo o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Bosco Barbosa de Sousa, de momento propício não só para celebração, mas também para reassumir o compromisso de defesa da vida em todas as suas fases.
De acordo com Dom João Bosco, a vida, dom de Deus, “é muitas vezes desvalorizada, desrespeitada, não é suficientemente bem cuidada como devia ser, como um presente de Deus”.
Nesse sentido, assinalou ao site da CNBB que “celebramos a Semana da Vida primeiro como uma grande ação de graças a Deus pela vida que nós recebemos, pela nossa vida pessoal, das pessoas que nós amamos e todas as pessoas do mundo e do mundo em que nós vivemos”.
Outra motivação para esta semana é “lembrar certos compromissos que nós temos com a vida para que ela seja cada vez mais desenvolvida, mais viva e também compartilhada por todas as pessoas”.
A Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro foram instituídos em 2005, pela 43ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. Além da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, a iniciativa é promovida também pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.
O objetivo é propor à sociedade o debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até o seu fim natural.
Conforme ressaltou Dom João Bosco, o nascituro “merece todo nosso carinho de ser acolhido no nosso mundo com todas as condições de se desenvolver e se tornar uma pessoa humana”.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Juntos pela Vida

No dia 1ª de maio, o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto realizou a quarta edição da Marcha pela Vida, com o tema: “Protegendo o trabalhador do futuro”. A concentração teve início às 14h, na orla de Copacabana em frente à Rua Miguel Lemos, reunindo lideranças em defesa da vida.
“A luta é pela aprovação do Estatuto do Nascituro, no qual se prevê a proteção da criança desde a sua concepção. Não há outro meio de proteger a vida se não pela lei. Sabemos que a nossa Constituição já garante, mas a vida humana tem sofrido embates, ataques nos órgãos públicos, no Congresso, no Senado, e é essa ameaça que a gente quer afastar do nosso Brasil. Queremos mostrar para o país e para o mundo que todos têm o direito de nascer”, afirmou a coordenadora estadual do movimento, Maria José da Silva.
O Movimento Brasil sem Aborto tem como característica ser suprapartidário e suprarreligioso, buscando a união e a mobilização de todos os cidadãos que compreendem o valor da vida humana desde a sua concepção até a morte natural. O evento contou com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, que ressaltou o valor da promoção humana.
 “É uma oportunidade de manifestar aquilo que fala o Evangelho: Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância. A Igreja sabe da importância da vida em todas as suas fases, desde a concepção até a morte natural. Passa também pela razão da vida, do sentido, pelo trabalho, a preocupação com as pessoas de rua, por aqueles que perdem a vida de diversas formas. Parece incrível ter que dizer o óbvio: somos a favor da vida, e, o quanto é importante valorizá-la cada vez mais”, disse Dom Orani.
Para o bispo auxiliar e presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, a marcha é uma oportunidade de destacar um estilo de vida.
“Nós estamos cada vez mais vendo a necessidade de defender a vida, não só da criança, mas defender um estilo de vida que favoreça a maternidade e a família, que favoreça o atendimento digno das pessoas na saúde pública. A defesa da vida começou com a defesa da criança em gestação, mas está se estendendo muito mais porque sem o estilo de vida e de respeito, nós não iremos respeitá-la desde o início”, afirmou Dom Antonio.
Também marcaram presenças autoridades políticas, movimentos sociais e representantes de diversas religiões. Com cartazes e faixas, jovens, crianças, homens e mulheres caminharam até a Praia do Leme, clamando por um Brasil sem aborto. 

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4345/macha-pela-vida-protegendo-o-trabalhador-do-futuro

segunda-feira, 11 de abril de 2016

4ª Marcha pela Vida

Copacabana receberá a 4ª edição da “Marcha pela Vida contra o aborto” no próximo dia 1º de maio, a partir de 14h. A concentração será em frente a Rua Miguel Lemos (estação de metrô Cantagalo). A marcha seguirá em direção ao Leme.
A manifestação organizada pelo Movimento Brasil sem Aborto com o tema: “Protegendo o trabalhador do futuro” traz como referência o Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. A expectativa é reunir cinco mil pessoas, além de artistas e lideranças.
“Queremos construir um Brasil sem violência, sem aborto. Defendemos o direito de nascer que pertence a todos”, afirmou a coordenadora estadual do movimento, Maria José da Silva. “As mulheres devem lutar pelo direito à vida e pelo direito de ter seus filhos com dignidade”.
A cantora Elba Ramalho marcará presença, como todos os anos. “Quando uma mulher passa por um aborto, fica com marcas profundas no seu interior”, contou. “Não podemos produzir a morte. O mundo precisa de pessoas que construam a vida, a paz, o bem e o bem comum”.
A banda Expresso HG, que idealizou o Flash Mob da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, em Copacabana, para o Papa Francisco também confirmou presença na Marcha pela Vida. A música “Direito de nascer”, lançada por ela com participação de diversos artistas, já, alcançou milhões de pessoas no Brasil e no mundo, na defesa e na promoção da vida humana.
Outros artistas, autoridades políticas, representantes de diversas religiões e lideranças de movimentos sociais também são esperados.
O movimento tem como característica ser suprapartidário e suprarreligioso, buscando a união e mobilização de todos os cidadãos que compreendem o valor da vida humana desde a concepção. Mais informações sobre a “Marcha pela Vida contra o aborto” podem ser obtidas pelo www.facebook.com/caminhadavidario.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, página 4

quarta-feira, 2 de março de 2016

‘Acolher o ser humano é sempre um gesto de misericórdia’

Desde agosto de 2015, o Ministério da Saúde vem observando um aumento de casos de microcefalia no Brasil. O último registro, de novembro de 2015, consta de 739 casos em que há suspeitas da presença da doença em recém-nascidos. No entanto, ao contrário do que vem sendo divulgado, os casos não podem ainda ser atribuídos ao zika vírus pela ausência de comprovação científica da relação de causa e efeito, segundo consta no próprio site do Ministério da Saúde. Em consequência disso, um debate antigo foi desencadeado e gera preocupação entre os membros da Igreja Católica, que defende veementemente a vida: há, no Supremo Tribunal Federal (STF), um projeto com pedido para descriminalizar o aborto em casos de microcefalia na Constituição Federal.
De acordo com a lei, o ato é considerado crime contra a vida, e a culpabilidade é extinta apenas em três casos: quando há risco de vida para a mãe, quando a criança deriva de um estupro e quando o feto é diagnosticado com anencefalia – ausência parcial ou total do cérebro. No caso de microcefalia, o debate toma outros rumos e pode-se levantar até mesmo a questão da eugenia, que consiste em uma seleção para melhorar características genéticas de gerações futuras.
Para o jurista Paulo Leão, presidente da União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro, o aborto nesse caso seria o caminho para uma sociedade cada vez mais violenta e desrespeitadora dos Direitos Humanos.
“Esse pedido está na contramão de princípios e objetivos fundamentais da República, sem contar que é um ato bárbaro e contrário à índole do povo brasileiro, que é acolhedor do pequeno, do que necessita de cuidados”, ponderou.

A questão por trás da microcefalia
O advogado apontou que a falta de comprovação da relação da doença com o zika vírus deve ser levada em consideração antes de tornar esse um problema de responsabilidade do Estado. Também defendeu que antes de um debate sobre permitir-se ou não o aborto, é necessário que haja um estudo mais cuidadoso e minucioso para descobrir a causalidade por trás da doença.
“A anencefalia, por exemplo, cresceu muito em Cubatão décadas atrás devido às toxinas e produtos tóxicos que existiam no ar. Feito o controle do meio ambiente, esse número diminuiu bastante. Deveríamos buscar outras possíveis causas da microcefalia antes de atribuir ao zika vírus, e isso deve ser feito com mais responsabilidade”, insistiu ele.
Registros que sustentam o argumento do legista referem-se à existência do vírus em praticamente toda a América Latina – mais de 20 países – e de não terem casos de microcefalia confirmados em gestantes portadoras do vírus.
Na Colômbia, mais de 30 mil casos de zika foram registrados até a primeira semana de fevereiro, segundo o boletim epidemiológico do Instituto Nacional de Saúde. Dentre eles, 5.013 são em mulheres grávidas, sem existência de nenhuma confirmação de microcefalia. “Ou seja, existe aqui no Brasil uma mera suposição que está pendente de evidências científicas sólidas e consistentes”, disse.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Zika vírus: bispos brasileiros respondem à epidemia e condenam o aborto

“Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira”, diz um trecho da mensagem aprovada pelo Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e divulgada pela Presidência da entidade, nesta quinta-feira, dia 4, durante entrevista coletiva à imprensa. No texto, a Conferência conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chicungunya.
A CNBB também afirma, dada a provável ligação com os casos de microcefalia, que o estado de alerta “não deve levar a pânico". Outra indicação é que tal situação “tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito à vida”.
Leia o texto na integra.

MENSAGEM DA CNBB SOBRE O COMBATE AO AEDES AEGYPTI

“Tu me restauraste a saúde e me deixaste viver” (Is 38,16b)

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2016, conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya. Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira.
Merece atenção especial o vírus zika por sua provável ligação com a microcefalia, embora isso não tenha sido provado cientificamente. A gravidade da situação levou a Organização Mundial da Saúde a declarar a microcefalia e o vírus zika emergência internacional. O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito ao dom da vida.
Seja garantida, com urgência, a assistência aos atingidos por estas enfermidades, sobretudo às crianças que nascem com microcefalia e suas famílias. A saúde, dom e direito de todos, deve ser assegurada, em primeiro lugar, pelos gestores públicos. A eles cabe implementar políticas que apontem para um sistema de saúde pública com qualidade e universal. Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano contribui muito ao trazer à tona a vergonhosa realidade do saneamento básico no Brasil. Sem uma eficaz política nacional de saneamento básico, fica comprometido todo esforço de combate ao aedes aegypti.
O compromisso de cada cidadão também é indispensável na tarefa de erradicar este mal que desafia nossas instituições. O princípio de tudo é a educação e a corresponsabilidade. Por isso, exortamos as lideranças de nossas comunidades eclesiais a organizarem ações e a se somarem às iniciativas que visem colocar fim a esta situação. As ações de competência do poder público sejam exigidas e acompanhadas. Nas celebrações, reuniões e encontros, sejam dadas orientações claras e objetivas que ajudem as pessoas a tomarem consciência da gravidade da situação e da melhor forma de combater as doenças e seu transmissor. Com o esforço de todos, a vitória não nos faltará.
Deus, em sua infinita misericórdia, faça a saúde se difundir sobre a terra (cf. Eclo 38,8). Nossa Senhora Aparecida, mãe e padroeira do Brasil, ajude-nos em nosso evangélico compromisso de promoção e defesa da vida.

Brasília, 4 de fevereiro de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB


Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18108:cnbb-divulga-mensagem-sobre-o-combate-ao-aedes-aegypti&catid=86:notas-e-declaracoes&Itemid=105

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Aprovado relatório final da CPI do Aborto

Deputado Márcio Pacheco

A CPI do Aborto da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, no dia 28 de outubro, o relatório final do deputado Jânio Mendes (PDT), o qual investigou a prática de aborto no Estado, o comércio de medicamentos abortivos e as clinicas que realizam o procedimento. Ainda não tem data marcada para a pauta ser votada no plenário da casa.
O relatório foi aprovado por seis votos a favor, dosdeputados Iranildo Campos (PSD), Márcio Pacheco (PSC), Jânio Mendes, Márcia Jeovani (PR), Thiago Mohamed (PMDB) e Doutor Deodalto (PTN); e um contra, do deputado Paulo Ramos (PSOL).
A polêmica em torno do relatório foi devida à inclusão da obrigatoriedade de os hospitais notificarem à polícia todos os casos de aborto que eles atenderem, até mesmo os permitidos por lei ou os espontâneos.
Para o vice-presidente da CPI, o deputado estadual Márcio Pacheco, a importância do relatório foi uma “vitória porque marca um posicionamento no Estado em relação à defesa da vida das crianças e das mães”.
O deputado definiu como cartel o comércio da prática do aborto no estado, o que, segundo o relatório, inclui médicos e policiais civis. “Não podemos permitir que policiais e servidores públicos se envolvam em uma matança como essa”, afirmou ele. O Conselho Federal de Medicina, segundo o deputado, foi acionado para cassar o CRM dos médicos investigados.
“Não tenho dúvida de que essa luta vai muito além de uma questão religiosa, passa a ser um direito a ser alcançado. Enquanto o aborto for crime em nosso país, vamos continuar lutando para que as pessoas que financiam isso sejam penalizadas”, declarou o parlamentar.
O aborto no país é crime, com pena mínima prevista de um ano de detenção e máxima de até três anos. As únicas exceções são em casos de caso de estupro, risco de vida para a mulher ou feto com anencefalia.

Objetivos da CPI
Segundo o bispo animador da Pastoral Familiar – Dom Antonio Augusto Dias Duarte, formado em medicina – além de ser um crime previsto no Código Penal, a prática do aborto clandestino é antiética por parte dos profissionais da saúde, e a prática deve ser punida.
Ele explicou que o objetivo principal da CPI não foi culpabilizar as mulheres e, sim, encontrar recursos para eliminar esse tipo de crime, tão prejudicial, principalmente para as que recorrem ao aborto.
“O que houve não foi uma votação para discutir quem estava contra ou a favor do aborto. A conclusão a que se chegou é de que há pessoas que cometem um crime previsto no Código Penal e que é contra a ética médica. Mesmo assim, essas pessoas continuam atuando, exercendo essa antimedicina, e causando males muitas vezes irreversíveis na vida das pessoas, sendo o pior deles a morte”, explicou o bispo.
A proposta a partir do relatório final da CPI é que, tendo como base as notificações feitas à polícia, tanto de abortos espontâneos quanto de abortos provocados, possa ser feita uma pesquisa para definir as estatísticas desse crime no estado. Dessa forma, ficará mais fácil atuar para combatê-lo.
“Meu parecer é de que essa CPI agiu com retidão, com justiça, e em momento nenhum teve ou tem a intenção de criminalizar mulheres”, ressaltou Dom Antonio. “O importante aqui é que o Ministério Público e a polícia possam ter uma noção do número para tomar medidas que visem conter esse crime. Com relação às mulheres, a Igreja se coloca também no lugar de mãe para acolhê-las. Já em sua encíclica ‘Evangelho da Vida’, de 1995, São João Paulo II defendia que as menos culpadas do aborto são as mulheres. Portanto essas medidas não visam penalizá-las”, concluiu.
Para ele, um dos resultados obtidos através da definição das estatísticas do crime será a derrubada do consenso de que se fazem milhões de abortos no Brasil. Porque, ele afirmou, isso não é verdade e uma estatística real vai mostrar isso.

Foto: Divulgação/ALERJ

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3802/aprovado-relatorio-final-da-cpi-do-aborto
  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Semana Missionária em Defesa da Vida

O Padre Pedro Stepien - Presidente do Pró-Vida de Brasília realiza visita missionária em Defesa da Vida no Rio de janeiro.

Programação:
Dia 27/01/15 – Largo da Carioca – às 10h em frente ao  portão de acesso ao Convento Santo Antônio.  Oração do terço – Panfletagem e Palestras, finalizando com a oração do terço da Divina Misericórdia às 15h.
Dia 28/01/15 – Praia de Icaraí – Início às 10h. Oração do terço – panfletagem e palestras, finalizando com a oração do terço da Divina Misericórdia às 15h.
Dia 29/01/15 – Praia de Copacabana – Início às 10h. Oração do terço – panfletagem e palestras, finalizando com a oração do terço da Divina Misericórdia às 15h.
Dia 30/01/15 – Visita as gestantes da cracolândia e Baixada Fluminense.

Maiores informações:
Joana – 98886-7224

Vamos comparecer e participar da semana Missionária em Defesa da Vida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Cristiano Ronaldo seria abortado

Setenta prêmios individuais, incluindo duas bolas de Ouro e um Fifa World Player, uma série de troféus levantados com as camisetas do Sporting Lisboa, Manchester United e Real Madrid. E, novamente, uma enorme quantidade de recordes que requer uma boa dose de paciência para aqueles que querem ler todos, assim como dois dos mais altos prêmios concedidos pelo Estado de Portugal. Porém, um pequeno grande mérito para estes prêmios é devido a um desconhecido médico Português. Pequeno como o corpinho ainda frágil e indefeso que cresce dia a dia no ventre de uma mulher, grande como o gesto nobre de quem realiza com profissionalismo e fé o próprio trabalho e consegue, assim, salvar uma vida humana do aborto.
            No já distante 1984, a vida que este homem salvou foi a de Cristiano Ronaldo, um dos jogadores mais fortes e prolíficos em termos de gols realizados nos últimos anos. Foi a própria mãe do eixo do Real Madrid e da Seleção portuguesa que revelou a história que está nos bastidores na autobiografia, Mãe Coragem, publicada dia 18/07/2014 em Portugal. A mulher, cujo nome é Dolores Aveiro, diz em uma das passagens mais comoventes do livro a sua situação, quando ela descobriu que estava grávida daquela criança que mais tarde se tornaria o famoso Cristiano Ronaldo.
            "Naquela época, eu já tinha 30 anos e três filhos, não parecia apropriado lidar com um novo nascimento e ampliar a família, então procurei um médico, que, porém, se recusou a fazer a cirurgia", explica. Passava por um tempo bem sombrio na sua casa, dar de comer aos filhos Hugo, Elma e Cátia Liliana, a cada dia, era um desafio cada vez mais difícil com um marido, José Diniz, desempregado (morreu em 2005 devido ao álcool) e com as poupanças reduzidas a nada.
            Mas a relutância e a tentativa de desencorajá-la do aborto, por parte do médico, não tiraram as suas intenções, que mesmo assim tentou interromper a gravidez com um “remédio caseiro” sugerido por uma amiga: “Me disse para beber cerveja escura e quente. Assim a criança teria morrido”.
            A cerveja, no entanto, não conseguiu parar a energia vital daquele coração batendo no ventre de Dolores. Depois de algumas horas de tomar a bebida potencialmente assassina, na parte inferior do abdômen continuava a reinar a paz. Sinal da ineficácia do "remédio caseiro". Pouco a pouco, a mulher - já acostumada ao aleitamento, às fraldas e choros noturnos – decidiu ter também o quarto filho. “Se a vontade de Deus é que esta criança nasça, assim seja”, foi o seu pensamento mais íntimo.
            No dia 5 de fevereiro de 1985 em uma cidade das Ilhas Selvagens, um pequeno arquipélago do Oceano Atlântico mais perto das costas africanas do que das portuguesas, nasceu Cristiano Ronaldo. Uma criança forte e saudável, veio à luz em uma cidade anônima e que teria se tornado famoso em todo o mundo devido ao seu talento futebolístico único.
            Um bastidor muito delicado, que a mãe decidiu publicar com a permissão prévia de seu filho Cristiano, o qual, hoje, ainda tem a força de fazer piada do tema: “Viu, mãe, você queria me abortar e agora sou eu que controlo as finanças em casa”. E pensar que a tentação de interromper a gravidez surgiu das suas dificuldades econômicas. Se aquele médico não tivesse permanecido fiel ao seu juramento e, portanto, firme em sua oposição sobre o aborto, hoje o mundo do futebol teria uma grande estrela a menos no seu firmamento. E o firmamento – se sabe – para observá-lo temos que olhar para cima. É por isso que a objeção de consciência é sempre um gesto dirigido para cima.

 Fonte: ZENIT (Agência Internacional Católica de Notícias)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Marcha da vida em Copacabana

“Nesta tarde em Copacabana, local que foi palco da Jornada Mundial da Juventude, nós realizamos essa marcha para sinalizar que a vida é o tesouro da humanidade”, disse o bispo auxiliar e presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, durante a 2ª Marcha pela Vida, que aconteceu na tarde do dia 4 de maio, e seguiu do Posto 6, na Praia de Copacabana, até a Praça do Lido, no Leme.
O evento, realizado e coordenado pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto, reuniu milhares de pessoas de todas as idades que acreditam que a vida humana é um direito a ser preservado. Mães de vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, participaram da marcha. Estavam presentes lideranças pró-vida, artistas e representantes de diferentes religiões.
A coordenadora estadual do movimento, Maria José da Silva, destacou a importância da união de todos em prol de um direito primário, uma causa básica para a sobrevivência da humanidade.  “Lutamos por um bem maior que é a vida humana, um direito que deve ser preservado, como nos garante a Constituição. Somos contra todo e qualquer tipo de crime contra a vida”, disse.
Durante a marcha foram distribuídas réplicas de um bebê com 12 semanas de gestação e coletadas assinaturas para a aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/07), que garante o direito à vida desde a concepção, e para a aprovação do Projeto de Lei 416/2011, que tramita no Estado do Rio de Janeiro, para prevenção do aborto e abandono de incapaz.