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quinta-feira, 20 de junho de 2013

5ª Peregrinação Nacional da Família reúne mais de 170 mil fiéis

Mais de 170 mil fiéis participaram do 3º Simpósio Nacional da Família e 5ª Peregrinação Nacional da Família no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Todos os anos a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB promove o evento com o objetivo de  promover e visibilizar a ação evangelizadora em favor da família brasileira.
O Simpósio aconteceu dia 25 de maio, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista, com o tema "A Transmissão da Fé Cristã na Família –  tarefa dos pais”.
Participaram do encontro o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Raymundo Damasceno; o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família (CEVF), D. José Carlos Petrini; o bispo de Duque de Caxias (RJ), D. Tarcísio Nascentes dos Santos; o bispo referencial da Pastoral Familiar do Regional Sul-1, D. Emílio Pignoli; os assessores nacionais da CEVF, padre Rafael Fornasier  e padre Wladimir Porreca, os casais da Pastoral Familiar, e ainda, milhares de fiéis vindos de diversas partes do Brasil.
Na abertura do evento, D. Damasceno dirigiu algumas palavras aos presentes onde procurou destacar, em sintonia com o tema do Simpósio, que a família é uma instituição insubstituível, primeira e básica da sociedade, a qual prepara seu futuro também fundamentado na família. Segundo ele, isso acontece  por meio da educação dos filhos, da transmissão de valores humanos, não só por palavras, mas por exemplos.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Marcha pela Vida em Brasília

  
            A 6ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida foi realizada na terça-feira, 4 de junho, em Brasília, com a participação de diversas expressões religiosas e apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 6 mil pessoas marcharam em defesa da vida. Parados em frente ao Ministério da Saúde, manifestantes da 6ª Marcha Nacional pediram mudanças nas políticas da pasta, chamadas de “culturas da morte” por alguns que falaram dos carros de som.
            A concentração teve início na Torre de TV, reunindo jovens, adultos e famílias, além de representantes da Igreja, como padres, religiosos, religiosas e membros de outras denominações. Com o lema “Quero viver! Você me ajuda?”,a marcha organizou um abaixo-assinado pela aprovação do Projeto de Lei nº 478/2007 (Estatuto do Nascituro), que tem como objetivo defender os direitos da criança por nascer. Expondo faixas e cartazes com frases e mensagens em favor da vida, os participantes caminharam pela avenida principal da cidade até o Ministério da Saúde. O Estatuto do Nascituro teve sua primeira vitória no dia 5 de junho, quando a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proteção jurídica à criança que ainda vai nascer.
            De acordo com Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, o Estatuto do Nascituro explicita uma série de direitos da criança ainda não nascida, além de trazer propostas de soluções concretas para casos específicos.
            “A mulher não aborta porque quer. Não é uma questão da liberdade da mulher, e inclusive sabemos que muitas vezes ela aborta pressionada. Então, o que ela procura e precisa é de ajuda para ter o filho e não para fazer o aborto”, defendeu Lenise.

CNBB e Agência Brasil

terça-feira, 4 de junho de 2013

Sacerdócio batismal dos fiéis

            Segundo a Constituição Dogmática “Lúmen Gentium” do Concílio Vaticano II, no parágrafo 34, quando trata dos fiéis leigos, afirma: “Àquele que une intimamente à sua vida e à missão, dá-lhes também parte no seu múnus sacerdotal com vistas a exercerem um culto espiritual, para a glória de Deus e a salvação dos homens”, e, ainda, “assim, também os leigos, procedendo santamente em toda parte como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo”. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) retoma e reapresenta estas ideias conciliares quando assegura que “pelo batismo os fiéis participam do sacerdócio de Cristo” (nº 1268). Poderíamos, então, nos perguntar que participação no sacerdócio de Cristo é esta do fiel batizado?

O Sacerdócio de Cristo
            Para entendermos tanto o sacerdócio batismal como o ministerial (este último ligado ao Sacramento da Ordem), precisamos em primeiro lugar entender o sacerdócio de Cristo. Na Sagrada Escritura, apenas na carta aos Hebreus, vemos Jesus sendo chamado de sacerdote (cf. Hb 2,17; 3,1; 4,14; 5,10). De fato, Ele não se aproxima da concepção sacerdotal do Antigo Testamento: sua família pertence à tribo de Judá (Lc 1,27; Hb 7,14). Todavia, as narrativas sobre a sua morte na Cruz O apresenta dentro de uma concepção de sacrifício onde Jesus é, ao mesmo tempo, a vítima e o sacerdote (Mc 14,24; Mt 26,28; 1 Cor 5,7). A Carta aos Hebreus vai entender a morte de Jesus como o sacrifício aceito por Deus. Realmente, o sacerdócio de Cristo se realizou num caminho de resposta à vontade de seu Pai, enfrentando as adversidades que se apresentavam. Esta vida oferente de Jesus, que encontra seu ápice na Cruz, é a oferta que Ele fez de si mesmo para a salvação dos homens. Cristo é o sacerdote na medida em que se entrega, no amor, ao Pai pela salvação dos homens (Hb 7,26-27).

A entrada no templo de Deus
            A vida de Cristo se torna o sacrifício perfeito e santo que Ele continua a oferecer ao Pai pelos homens (Hb 8,1-2). De fato, Jesus está vivo e se tornou, no santuário celeste, o único mediador e intercessor dos homens junto ao Pai (Hb 9,11-15). Seu sacerdócio eterno se manifesta em atitudes de misericórdia com aqueles que sofrem e com os pecadores, justificando-os, purificando-os e santificando-os (Hb 10,10.14).

Os fiéis participam do sacerdócio de Cristo
            Com a subida de Cristo para o santuário celeste e a efusão do Espírito Santo sobre a Igreja, aparece o povo sacerdotal (1 Pd 2,4-5.9; Ap 1,6). De fato, cada fiel pode se aproximar do Pai (Ef 2,18; Hb 7,25) e oferecer-se a Ele (Rm 12,1) através da conversão e da aceitação da vontade divina em sua própria vida e da vivência na comunhão com os irmãos (1 Pd 2,5). O cristão se torna sacerdote quando, pelo batismo, entra em comunhão no corpo místico de Cristo e vive a realidade desta consagração batismal: ele se torna capaz de crer, de esperar e de amar a Deus por meio de uma vida teologal; se torna capaz de viver sob a moção do Espírito de Deus, servindo a comunidade cristã e humana a partir dos dons e carismas que recebeu; e é capaz de crescer no seu relacionamento de amor a Deus, a si mesmo e ao próximo (cf. CIC nº 1547). O sacerdócio batismal se manifesta numa vivência de resposta ao Pai possibilitada pelo Espírito na medida em que Cristo viveu e testemunhou.