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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ela salvou o filho do aborto – e ele a salvou da morte

Lucas viveu 26 minutos inesquecíveis à luz deste mundo. "Sempre dizíamos que Deus havia nos dado o Lucas e somente ele nos tiraria"

Quando a primeira ecografia permitiu que, na 12ª semana de gestação, todos ouvissem com intensa emoção o coraçãozinho de Lucas batendo, o médico de repente mudou de expressão.
Era o ano de 2011. Logo depois que a primeira filha, Maria Isabela, de 3 anos, foi gentilmente acompanhada para fora do consultório para que o médico pudesse conversar com mais tranquilidade com a nutricionista Simone Marquesine e seu esposo, a alegria da nova gravidez passou a conviver com algo que Simone descreveu assim ao site pró-vida Sempre Família:
“Parecia que havia perdido o chão. Uma tristeza profunda tomou conta do meu coração e tudo parecia uma mentira”.
O exame estava mostrando que o bebê tinha má formação. A calota craniana não tinha se fechado. O diagnóstico era de encefalocele occipital, agenesia renal, espinha bífida e microcefalia.
O obstetra que avaliou em seguida aquele exame contou a Simone que, em 30 anos de medicina, só tinha visto um caso semelhante anteriormente – e o primeiro bebê não tinha sobrevivido.
Nas semanas seguintes, muita gente perguntava à família o que eles iriam fazer.
“Para nós não havia dúvida alguma. Sempre dizíamos que Deus havia nos dado o Lucas e somente ele nos tiraria. Imagina! Eu já havia ouvido seu coraçãozinho bater e, mesmo que não tivesse, não teríamos a coragem de fazer um aborto”.
O casal combinou com o médico levar a gestação até a 38ª semana, quando o pulmão do bebê estaria pronto para a cesárea. Depois do nascimento seria estudada uma cirurgia neurológica.
Na espera que parecia eterna, Simone se alicerçou na fé e no apoio de amigos e família. As orações da sua comunidade a confortavam e traziam a experiência da companhia:
“Além dos parentes, irmãos, amigos, sabia que Jesus estaria conosco até o fim”.
As muitas incertezas, porém, estavam sempre à sombra. O casal consultou de neuropediatra a geneticista e fez novos exames.
“Foram nove meses em que pude amar e lutar pelo ‘Luquinhas’. Eu ficava angustiada às vezes, ouvindo que ele seria incompatível com a vida, mas pedia a Deus que fizesse o melhor para ele. Claro, ouvi de algumas pessoas que era melhor abortar, mas ignorei. Jamais faria isso”.

Lucas retribui: chega a vez dele de salvar a mãe!
Entre a 35ª e a 36ª semana de gestação, dores intensas e inchaço na perna levaram Simone ao médico vascular, cujo diagnóstico gerou mais um susto: ela estava com trombose e foi internada imediatamente para aplicação de anticoagulante. Os coágulos estavam perto da virilha e um deles, de grande extensão, ficava numa artéria próxima do coração.
Nesse contexto angustiante, uma surpresa deixou Simone arrepiada:
“[O médico] me disse com essas palavras: ‘Seu bebê é quem te salvou, pois a gravidez fez pressão e impediu que o coágulo se deslocasse. No estágio em que você está, poderia ser fatal a qualquer momento’”.
O que o médico vascular não sabia era que Lucas tinha má formação – e que muita gente tinha “recomendado” que Simone fizesse um aborto.
A cesárea seria de alto risco por causa da possível hemorragia, o que obrigou Simone a um tratamento de 20 dias durante os quais nem podia levantar-se da cama para evitar o deslocamento do coágulo. Foram dias de terrível dor não somente física, mas principalmente emocional: quanto tempo o filhinho estaria com ela?
“Durante aqueles dias, agradeci muito ao Lucas por me salvar e também disse o quanto o amava, mesmo sem vê-lo”.

E nasce Luquinhas, para uma visita de 26 minutos à luz deste mundo!
Em 12 de maio, véspera do Dia das Mães, Lucas nasceu com 1,8 kg para estar com sua família durante inesquecíveis 26 minutos.
“Não consegui vê-lo pois, como o médico havia previsto, tive muita hemorragia e fiquei no Centro de Terapia Intensiva por quatro dias. Minha mãe, minha sogra, uma amiga e meu esposo disseram que ele era lindo e perfeito; que visivelmente não tinha má formação”.
No CTI, Simone ainda dava forças para outra mãe, que tinha perdido a filha.
“Só podia ser Deus mesmo para me sustentar naquele momento”.
Dois dias depois, o marido e alguns familiares e amigos fizeram o sepultamento do pequeno grande Lucas.
“Com muita dor não pude participar desse momento também, pois estava fazendo transfusão de sangue. Fiquei muito fraca por causa da hemorragia”.
Simone passou 30 dias no hospital até poder voltar para casa.
“Terminei a licença maternidade, tomei medicamento para secar o leite, fiz tratamento para a trombose, tudo com muita luta, mas com a maior certeza do meu coração: fiz o que era certo. Quem diria que, sete anos depois, eu iria contar essa história, próximo da mesma data, o Dia das Mães. Me emociono como se fosse hoje e me sinto muito honrada por Deus me escolher para viver essa história”.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Anna ia abortar. Mas desistiu depois que recebeu um telefonema do Papa

Ela estava grávida de um homem que tinha outra família. Por isso, ia abortar. Mas um telefonema do Papa mudou tudo...

Ela não ia continuar com a gravidez. O homem que a engravidou não ia reconhecer a criança. Diante disso, a única solução era o aborto.
Mas veio um telefonema inesperado. Do outro lado da linha, o Papa Francisco, que, como um bom pai, fez a mulher pensar melhor e explicou a ela o motivo pelo qual valeria a pena levar a gestação adiante.
Ela aceitou o conselho de Francisco e decidiu não abortar. Uma história com final feliz, cujos detalhes estão abaixo.

O pedido do homem
Anna é uma italiana divorciada. Ao site Credere, ela disse que, depois de ter perdido o emprego, mudou-se de Roma para a Toscana. Lá, descobriu que estava grávida de um homem que já tem uma família. Ele não queria reconhecer a criança. O homem, então, a pressionou e a moça cedeu ao pedido dele: abortar!
Mas, antes de cometer o crime contra a vida, ela decidiu escrever uma carta para uma pessoa especial. Anna colocou sua história no papel. No envelope, o destinatário: “Santo Padre Papa Francisco, Cidade do Vaticano, Roma”.
Poucos dias depois, o telefone de Anna toca.

“Eu li a sua carta”
No telefone, apareceu um número desconhecido, com prefixo de Roma. Ela atendeu. Do outro lado, uma voz dizia: “Olá, Anna. Sou o Papa Francisco. Eu li a sua carta. Nós, cristãos, não devemos perder a esperança. Uma criança é um dom de Deus, um sinal da Providência”.
Anna revelou: “as palavras dele encheram o meu coração de alegria. Ele me disse que eu deveria ser corajosa e forte por meu filho”.
Nos longos minutos ao telefone com o Papa, Anna disse a ele que sua vontade não era matar a vida que levava no ventre. Ela esclareceu também que não queria interromper a gravidez e que tinha a intenção de batizar a criança. Porém, temia que isso não fosse possível, pois ela é divorciada.

“Estou aqui sempre que precisar”
O Papa respondeu com a simplicidade de um autêntico pastor: “estou convencido que não terás problemas em encontrar um padre [para fazer o Batismo]. Caso contrário, saiba que estou sempre aqui”.
E assim terminou o telefonema que mudou para sempre a vida de Anna.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2018/05/23/o-telefonema-do-papa-francisco-que-mudou-para-sempre-a-vida-de-uma-mulher/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 15 de maio de 2018

Celam: nasce a Rede Pan-americana para o Direito à Vida

A notícia foi divulgada pelo Departamento Vida, Família e Juventude do organismo eclesial latino-americano numa declaração publicada no último dia 10.

O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) cria a Rede Pan-americana para o Direito à Vida.
A notícia foi divulgada pelo Departamento Vida, Família e Juventude do organismo eclesial latino-americano numa declaração publicada no último dia 10.
O breve documento é inspirado na recente Carta da Congregação para a Doutrina da Fé “Placuit Deo”, que denuncia uma cultura contemporânea baseada no individualismo neo-pelagiano e no neo-gnosticismo que despreza o corpo, a natureza e a história.
“Notamos com crescente preocupação em nosso continente a afirmação de uma agenda de minorias ideológicas, com apoio de centros de poder econômico e político, cujo conjunto fratura a pessoa humana, sobretudo as mais jovens, afetando todas as suas dimensões relacionais, ferindo culturas e suas tradições religiosas, políticas e jurídicas.”
Vemos “profundas mudanças no estado de direito, nas políticas públicas, na segurança jurídica, na normalização de condutas e normas legais contrárias à vida, à família, à liberdade e à objeção de consciência”.
“Reconhecendo que somos testemunhas deste momento histórico, a Igreja latino-americana e caribenha, em sua responsabilidade pastoral pelo bem fundamental da vida, não pode permanecer alheia e insensível a essa dura realidade”, como disse o Papa Francisco na homilia proferida, em Bogotá, em 8 de setembro do ano passado.
A nova Rede Pan-americana para o Direito à Vida tem como objetivo despertar o interesse por essas questões, em relação às quais muitos católicos são “silenciosos ou silenciados”, com a tarefa urgente de uma “mudança cultural” a ser alcançada através de “um guia responsável, dialogal e ativo, capaz de articular os próprios pensamentos”.
Portanto, prossegue a declaração, “consolidando vínculos institucionais, eclesiais, ecumênicos e sociais” foi criada a nova rede que “acolherá toda realidade nacional que protege a vida” e tralhará “segundo uma agenda comum, concordando estratégias, linhas de reflexão, ação e gestão de emergências”.
“A rede é um lugar de encontro reflexivo e operacional em torno do direito à vida, desde o momento da concepção até seu fim natural.”
Dentre as atividades, pensa-se em momentos de formação específicos para sacerdotes e leigos, sinais concretos de acolhimento e acompanhamento de mulheres grávidas, em dificuldade, ou que fizeram aborto, assim como às famílias, menores e idosos. Evidencia-se também a importância dos meios de comunicação. Tudo isso, com o objetivo de “colocar na rede, articular e reforçar grupos e experiências na Igreja e fora dela”.

Para mais informações consulte o site do Celam.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-05/celam-rede-panamericana-direito-vida.html

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Praça São Pedro acolhe uma vigília de oração pela vida de Alfie Evans

Alfie, de 23 meses, sofre de uma doença neuro-degenerativa ainda desconhecida, e está respirando sem a ajuda de aparelhos desde às 23h17 de segunda-feira, quando os médicos do Alder Hey Hospital de Liverpool desligaram a aparelhagem.
Os juízes ingleses não autorizaram sua vinda à Itália para ser internado no Hospital pediátrico do Vaticano, Bambino Gesù.

Fonte: https://www.facebook.com/vaticannews.pt/posts/1611443328963708






quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Instituto Pró-Família da Arquidiocese do Rio oferece cursos

O Instituto Pró-Família da Arquidiocese do Rio já tem as datas dos quatro cursos deste ano, para quem deseja conhecer uma forma natural e saudável de planejar sua família com o Método da Ovulação Billings.

Anotem na agenda!
10/3
9/6
22/9 ou
10/11

E para quem é da área da saúde ou já é usuário, vejam as datas do curso completo de quatro encontros para quem deseja se tornar instrutor (nível 1) e colaborar com a cultura da vida:
4/8
8/9
6/10 e
10/11

Os locais para cada curso já estão sendo definidos e em breve os divulgaremos também.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Juntos pela Vida

No dia 1ª de maio, o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto realizou a quarta edição da Marcha pela Vida, com o tema: “Protegendo o trabalhador do futuro”. A concentração teve início às 14h, na orla de Copacabana em frente à Rua Miguel Lemos, reunindo lideranças em defesa da vida.
“A luta é pela aprovação do Estatuto do Nascituro, no qual se prevê a proteção da criança desde a sua concepção. Não há outro meio de proteger a vida se não pela lei. Sabemos que a nossa Constituição já garante, mas a vida humana tem sofrido embates, ataques nos órgãos públicos, no Congresso, no Senado, e é essa ameaça que a gente quer afastar do nosso Brasil. Queremos mostrar para o país e para o mundo que todos têm o direito de nascer”, afirmou a coordenadora estadual do movimento, Maria José da Silva.
O Movimento Brasil sem Aborto tem como característica ser suprapartidário e suprarreligioso, buscando a união e a mobilização de todos os cidadãos que compreendem o valor da vida humana desde a sua concepção até a morte natural. O evento contou com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, que ressaltou o valor da promoção humana.
 “É uma oportunidade de manifestar aquilo que fala o Evangelho: Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância. A Igreja sabe da importância da vida em todas as suas fases, desde a concepção até a morte natural. Passa também pela razão da vida, do sentido, pelo trabalho, a preocupação com as pessoas de rua, por aqueles que perdem a vida de diversas formas. Parece incrível ter que dizer o óbvio: somos a favor da vida, e, o quanto é importante valorizá-la cada vez mais”, disse Dom Orani.
Para o bispo auxiliar e presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, a marcha é uma oportunidade de destacar um estilo de vida.
“Nós estamos cada vez mais vendo a necessidade de defender a vida, não só da criança, mas defender um estilo de vida que favoreça a maternidade e a família, que favoreça o atendimento digno das pessoas na saúde pública. A defesa da vida começou com a defesa da criança em gestação, mas está se estendendo muito mais porque sem o estilo de vida e de respeito, nós não iremos respeitá-la desde o início”, afirmou Dom Antonio.
Também marcaram presenças autoridades políticas, movimentos sociais e representantes de diversas religiões. Com cartazes e faixas, jovens, crianças, homens e mulheres caminharam até a Praia do Leme, clamando por um Brasil sem aborto. 

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/4345/macha-pela-vida-protegendo-o-trabalhador-do-futuro

segunda-feira, 11 de abril de 2016

4ª Marcha pela Vida

Copacabana receberá a 4ª edição da “Marcha pela Vida contra o aborto” no próximo dia 1º de maio, a partir de 14h. A concentração será em frente a Rua Miguel Lemos (estação de metrô Cantagalo). A marcha seguirá em direção ao Leme.
A manifestação organizada pelo Movimento Brasil sem Aborto com o tema: “Protegendo o trabalhador do futuro” traz como referência o Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. A expectativa é reunir cinco mil pessoas, além de artistas e lideranças.
“Queremos construir um Brasil sem violência, sem aborto. Defendemos o direito de nascer que pertence a todos”, afirmou a coordenadora estadual do movimento, Maria José da Silva. “As mulheres devem lutar pelo direito à vida e pelo direito de ter seus filhos com dignidade”.
A cantora Elba Ramalho marcará presença, como todos os anos. “Quando uma mulher passa por um aborto, fica com marcas profundas no seu interior”, contou. “Não podemos produzir a morte. O mundo precisa de pessoas que construam a vida, a paz, o bem e o bem comum”.
A banda Expresso HG, que idealizou o Flash Mob da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, em Copacabana, para o Papa Francisco também confirmou presença na Marcha pela Vida. A música “Direito de nascer”, lançada por ela com participação de diversos artistas, já, alcançou milhões de pessoas no Brasil e no mundo, na defesa e na promoção da vida humana.
Outros artistas, autoridades políticas, representantes de diversas religiões e lideranças de movimentos sociais também são esperados.
O movimento tem como característica ser suprapartidário e suprarreligioso, buscando a união e mobilização de todos os cidadãos que compreendem o valor da vida humana desde a concepção. Mais informações sobre a “Marcha pela Vida contra o aborto” podem ser obtidas pelo www.facebook.com/caminhadavidario.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé, página 4

quarta-feira, 2 de março de 2016

‘Acolher o ser humano é sempre um gesto de misericórdia’

Desde agosto de 2015, o Ministério da Saúde vem observando um aumento de casos de microcefalia no Brasil. O último registro, de novembro de 2015, consta de 739 casos em que há suspeitas da presença da doença em recém-nascidos. No entanto, ao contrário do que vem sendo divulgado, os casos não podem ainda ser atribuídos ao zika vírus pela ausência de comprovação científica da relação de causa e efeito, segundo consta no próprio site do Ministério da Saúde. Em consequência disso, um debate antigo foi desencadeado e gera preocupação entre os membros da Igreja Católica, que defende veementemente a vida: há, no Supremo Tribunal Federal (STF), um projeto com pedido para descriminalizar o aborto em casos de microcefalia na Constituição Federal.
De acordo com a lei, o ato é considerado crime contra a vida, e a culpabilidade é extinta apenas em três casos: quando há risco de vida para a mãe, quando a criança deriva de um estupro e quando o feto é diagnosticado com anencefalia – ausência parcial ou total do cérebro. No caso de microcefalia, o debate toma outros rumos e pode-se levantar até mesmo a questão da eugenia, que consiste em uma seleção para melhorar características genéticas de gerações futuras.
Para o jurista Paulo Leão, presidente da União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro, o aborto nesse caso seria o caminho para uma sociedade cada vez mais violenta e desrespeitadora dos Direitos Humanos.
“Esse pedido está na contramão de princípios e objetivos fundamentais da República, sem contar que é um ato bárbaro e contrário à índole do povo brasileiro, que é acolhedor do pequeno, do que necessita de cuidados”, ponderou.

A questão por trás da microcefalia
O advogado apontou que a falta de comprovação da relação da doença com o zika vírus deve ser levada em consideração antes de tornar esse um problema de responsabilidade do Estado. Também defendeu que antes de um debate sobre permitir-se ou não o aborto, é necessário que haja um estudo mais cuidadoso e minucioso para descobrir a causalidade por trás da doença.
“A anencefalia, por exemplo, cresceu muito em Cubatão décadas atrás devido às toxinas e produtos tóxicos que existiam no ar. Feito o controle do meio ambiente, esse número diminuiu bastante. Deveríamos buscar outras possíveis causas da microcefalia antes de atribuir ao zika vírus, e isso deve ser feito com mais responsabilidade”, insistiu ele.
Registros que sustentam o argumento do legista referem-se à existência do vírus em praticamente toda a América Latina – mais de 20 países – e de não terem casos de microcefalia confirmados em gestantes portadoras do vírus.
Na Colômbia, mais de 30 mil casos de zika foram registrados até a primeira semana de fevereiro, segundo o boletim epidemiológico do Instituto Nacional de Saúde. Dentre eles, 5.013 são em mulheres grávidas, sem existência de nenhuma confirmação de microcefalia. “Ou seja, existe aqui no Brasil uma mera suposição que está pendente de evidências científicas sólidas e consistentes”, disse.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Zika vírus: bispos brasileiros respondem à epidemia e condenam o aborto

“Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira”, diz um trecho da mensagem aprovada pelo Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e divulgada pela Presidência da entidade, nesta quinta-feira, dia 4, durante entrevista coletiva à imprensa. No texto, a Conferência conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chicungunya.
A CNBB também afirma, dada a provável ligação com os casos de microcefalia, que o estado de alerta “não deve levar a pânico". Outra indicação é que tal situação “tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito à vida”.
Leia o texto na integra.

MENSAGEM DA CNBB SOBRE O COMBATE AO AEDES AEGYPTI

“Tu me restauraste a saúde e me deixaste viver” (Is 38,16b)

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2016, conclama toda a Igreja no Brasil a continuar e intensificar a mobilização no combate ao mosquito aedes aegyti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chikungunya. Com um grande mutirão, que envolva todos os setores da sociedade, seremos capazes de vencer estas doenças que atingem, sem distinção, toda a população brasileira.
Merece atenção especial o vírus zika por sua provável ligação com a microcefalia, embora isso não tenha sido provado cientificamente. A gravidade da situação levou a Organização Mundial da Saúde a declarar a microcefalia e o vírus zika emergência internacional. O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia como, lamentavelmente, propõem determinados grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal num total desrespeito ao dom da vida.
Seja garantida, com urgência, a assistência aos atingidos por estas enfermidades, sobretudo às crianças que nascem com microcefalia e suas famílias. A saúde, dom e direito de todos, deve ser assegurada, em primeiro lugar, pelos gestores públicos. A eles cabe implementar políticas que apontem para um sistema de saúde pública com qualidade e universal. Nesse sentido, a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano contribui muito ao trazer à tona a vergonhosa realidade do saneamento básico no Brasil. Sem uma eficaz política nacional de saneamento básico, fica comprometido todo esforço de combate ao aedes aegypti.
O compromisso de cada cidadão também é indispensável na tarefa de erradicar este mal que desafia nossas instituições. O princípio de tudo é a educação e a corresponsabilidade. Por isso, exortamos as lideranças de nossas comunidades eclesiais a organizarem ações e a se somarem às iniciativas que visem colocar fim a esta situação. As ações de competência do poder público sejam exigidas e acompanhadas. Nas celebrações, reuniões e encontros, sejam dadas orientações claras e objetivas que ajudem as pessoas a tomarem consciência da gravidade da situação e da melhor forma de combater as doenças e seu transmissor. Com o esforço de todos, a vitória não nos faltará.
Deus, em sua infinita misericórdia, faça a saúde se difundir sobre a terra (cf. Eclo 38,8). Nossa Senhora Aparecida, mãe e padroeira do Brasil, ajude-nos em nosso evangélico compromisso de promoção e defesa da vida.

Brasília, 4 de fevereiro de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB


Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18108:cnbb-divulga-mensagem-sobre-o-combate-ao-aedes-aegypti&catid=86:notas-e-declaracoes&Itemid=105

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Semana Nacional da Família 2015: Abertos à vida!

Entre os dias 9 e 15 de agosto a Igreja no Brasil realizou a Semana Nacional da Família e para marcar este momento, o Portal da Arquidiocese preparou um especial que abordou a vocação de cada membro da família com o objetivo de valorizar o ambiente familiar e o ser humano, além de incentivar à família a ser uma educadora dos valores da Igreja. Neste sábado, 15 de agosto, Michele Lima Alves e Marcelo Fontes partilharam sobre a necessidade de estarmos abertos à vida. Em dezembro nasce Maria Clara, primeira filha do casal. 

Semana Nacional da Família 2015: Abertos à vida!
Quando nos casamos sabíamos que tínhamos o coração voltado para o mesmo sonho: formar uma família! Obedecer a ordem do Senhor quando Ele nos pediu para crescer e multiplicar. Então, este sempre foi nosso objetivo: trazer ao mundo mais adoradores para o nosso Deus.
Ao completarmos 2 anos de casados, percebemos que era o momento, e em março deste ano engravidamos.
Com a intercessão de Nossa Senhora da Anunciação, a pequena Maria Clara foi gerada, e estamos a cada dia mais ansiosos por sua chegada. Já se passaram 5 meses de alegrias, descobertas e também incertezas, mas Deus nos mostra o Seu amor e nos ensina que Ele tem cuidado de nós e de nossa filha. São sonhos lindos e a confiança de que o Senhor proverá em tudo, nos sustenta.
Em dezembro, mês do nascimento de Jesus, vamos preparar nossa manjedoura para receber nossa menina e começar a aventura de ser família. Família firmada na rocha que é Cristo!
Agradecemos a Deus por realizar o milagre da vida em nós e pedimos a Ele que nos dê a direção para educar o coração da Maria Clara nos caminhos do Senhor.

A paz de Cristo!

Foto: Divulgação

Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/3479/semana-nacional-da-familia-2015-abertos-a-vida

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Papa Francisco encoraja os fiéis a defenderem a vida desde a concepção

Neste domingo, ao concluir a oração do Ângelus na Praça São Pedro, o Papa Francisco encorajou os fiéis a defenderem a vida “desde a concepção até o seu fim natural”.
Por ocasião da celebração na Itália da Jornada pela Vida, Francisco dirigiu umas palavras de agradecimento a todos aqueles que defendem a vida. O tema da jornada deste ano é “Solidariedade pela vida”.
“Dirijo meu agradecimento às associações, movimentos e a todos aqueles que defendem a vida humana”, disse.
O Santo Padre assinalou que “me uno aos bispos italianos em solicitar um renovado reconhecimento da pessoa humana e um cuidado mais adequado da vida, desde a concepção até seu fim natural”.
“Quando nos abrimos à vida e servimos a vida, experimentamos a força revolucionária do amor e da ternura, inaugurando um novo humanismo: o humanismo da solidariedade”, assegurou.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-encoraja-os-fieis-a-defenderem-a-vida-desde-a-concepcao-49951/