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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Declaração da Arquidiocese do Rio sobre a PLC 122 e Reforma do Código Penal

“Estão para serem votados nesta terça-feira, 17 de dezembro [ontem], dois projetos no Congresso Nacional, o PLC 122 e a Reforma do Código Penal. Tanto no Senado como na Câmara Federal, muitos parlamentares reconhecem que a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, assim como a inviolabilidade da vida humana são direitos fundamentais para a estabilidade da democracia brasileira”.
O trecho faz parte da declaração assinada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, seus bispos auxiliares, vigários episcopais e assessores diretos na reunião do governo diocesano.
A Arquidiocese reconhece que existe uma forte pressão partidária, ideológica e midiática sobre os senadores e deputados para que aprovem projetos que vão contra as normas que o próprio Criador inscreveu na pessoa humana e acredita, nesse tempo de preparação para o Natal, no poder da intercessão e confia à Sagrada Família de Nazaré as famílias brasileiras e o futuro ético, cultural e social do Brasil.

Fonte: arqrio.org




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Anúncio publicitário da Unilever apoia a Família e a Vida

O mundo está mudando. O grupo multinacional anglo-holandês Unilever, que possui cerca de cinquenta empresas dentre as de maior prestígio da indústria de alimentos, cosméticos, perfumes e produtos químicos, incluindo marcas como Lipton, Knorr, Dove, Signal, Pepsodent e Calvin Klein, promoveu um vídeo de quatro minutos e meio no qual incentiva homens e mulheres de todo o planeta a trazerem novos filhos e filhas ao mundo. 
O vídeo, que está no YouTube, se chama "Why bring a child to this world?" (Por que trazer um filho a este mundo?) e já ultrapassou dois milhões e meio de visualizações.
As imagens mostram homens e mulheres de diversos países falando seriamente sobre os problemas e dificuldades que enfrentam para começar uma família e ter filhos. A seguir, o vídeo fornece razões válidas para a esperança e recorda que ter filhos é uma das razões mais importantes pelas quais vale a pena viver a vida.
Depois de perguntar "por que trazer um filho a este mundo", os autores do projeto de ecologia e sustentabilidade da Unilever, o "Sunlight Project", respondem: "Porque nunca houve uma época melhor do que esta para criarmos um futuro brilhante".
"Nós acreditamos num mundo em que não haverá crianças indo dormir com fome; em que cada casa tem água suficiente para beber, tomar banho e fazer faxina; onde as doenças podem ser prevenidas e evitadas; e onde cada criança pode viver durante anos e mais anos depois de completar o seu quinto aniversário. Não temos a pretensão de conhecer todas as respostas, mas convidamos você a se juntar a nós para continuar esta jornada", termina a mensagem.

Fonte: ZENIT (Agência Internacional Católica de Notícias)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Advento

Por D. Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

Entramos no novo Ano Litúrgico com o tempo do Advento. Este tempo nos chama a atenção para a Vigilância, para acolher os Sinais de Deus nesse Ano A, em que nos acompanhará aos domingos principalmente o Evangelho de São Mateus.
Com o Advento, entramos no tempo que nos prepara para a segunda vinda de Cristo e para o Natal do Senhor, sua primeira vinda na história. Este tempo de esperança nos faz relembrar e reviver as primeiras etapas da História da Salvação, quando os homens e as mulheres se preparavam para a vinda do Salvador, a fim de que também nós possamos preparar hoje em nossa vida a vinda de Cristo por ocasião do Natal. Nas duas primeiras semanas do Advento, vigilantes e alertas, esperamos a vinda definitiva e gloriosa do Cristo Salvador, e nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, preparamos mais especialmente o seu nascimento em Belém.
O tempo do Advento vem acompanhado do convite do profeta Isaías: "Dizei aos que têm o coração pusilânime: "Tomai ânimo, não temais... o nosso Deus... vem em pessoa salvar-nos “" (Is 35, 4). Ele torna-se mais envolvente com a aproximação do Natal, enriquecendo-se com a exortação a preparar o coração para o acolhimento do Messias. Aquele que o povo espera virá certamente, e a sua salvação será para todos os homens.
A liturgia do Advento, repleta de evocações constantes da expectativa jubilosa do Messias, ajuda-nos a compreender plenamente o valor e o significado do mistério do Natal. Não se trata de comemorar apenas o acontecimento histórico, que se verificou há mais de dois mil anos numa pequena aldeia da Judeia. Ao contrário, é preciso compreender que toda a nossa vida deve ser um "advento", uma expectativa vigilante da vinda definitiva de Cristo. Para predispor o nosso coração para receber o Senhor que, como dizemos no Credo, virá um dia para julgar os vivos e os mortos, devemos aprender a reconhecê-Lo, Ele que está presente nos acontecimentos da existência quotidiana. Então o Advento é, por assim dizer, um treino intenso que nos orienta decisivamente para Aquele que já veio, que virá e que vem continuamente.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sucesso de público

Dom João Carlos Petrini (à esq.) e Dom Murilo Krieger na pré-estreia do filme, em Salvador (BA)

O documentário “Blood Money – Aborto Legalizado” superou as expectativas de público com milhares de espectadores em cinemas de nove cidades do Brasil na primeira semana pós-lançamento. O filme, que estreou no feriado do dia 15 de novembro, apresenta em detalhes o funcionamento da indústria do aborto nos EUA. A película, produzida e dirigida pelo diretor norte-americano David Kyle, é uma parceria entre a Europa Filmes e a Estação Luz Filmes, que detém os direitos de distribuição.
“Eu vi um filme forte, muito impressionante, que desmascara uma situação que é muito escondida. São dados desconhecidos. O filme mostra o que pode acontecer conosco se o aborto, que já é uma indústria, tiver o amparo da lei. Esse documentário é um grande alerta que diz: ‘Acorda, Brasil, evite isso!’ ”, ressaltou o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, SCJ.
O documentário é narrado pela ativista política Alveda C. King, sobrinha do pacifista Martin Luther King, e conta com depoimentos de juristas, médicos, pessoas que trabalharam em clínicas abortivas e mulheres que praticaram o aborto e se arrependeram. O filme denuncia o mecanismo de controle racial nos EUA, argumentando que o maior número de abortos é realizado nas comunidades negras, onde foram instaladas inúmeras clínicas de aborto após a legalização do mesmo pela Suprema Corte há 40 anos.
“Vale a pena ver o filme. Quem assistir terá um impacto, porque é uma realidade ignorada que é posta à vista e obriga a pensar. Certamente o grande valor da vida é reafirmado com toda clareza. A vida humana não é uma fabricação nossa, por isso não está à nossa disposição. A vida humana vem de uma outra fonte e nascente, misteriosa e divina. É uma dádiva que deve ser acolhida e não administrada como uma mercadoria”, afirmou o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini.
Mesmo sem conter cenas fortes, as pessoas se espantam
ao tomar conhecimento da realidade por meio do filme.
No Rio, o filme pode ser visto no Espaço Itaú de Cinema Botafogo – sala 4, às 15h30. Após o dia 28 de novembro, com o término do festival de cinema que acontece no local, o documentário deve voltar a ser exibido em mais horários. Para garantir a permanência do filme, a população deve continuar divulgando e assistindo ao filme, além de também ligar para pedir a exibição em mais horários.
Informações: 2559-8755 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sínodo dos Bispos: questionário pretende avaliar a família no mundo atual

O documento preparatório para o Sínodo dos Bispos de 2014 traz problemáticas inéditas sobre a questão da família no mundo atual. O texto acompanha 38 questões relacionadas ao tema que deverão ser respondidas por paróquias de todo o mundo até o dia 20 de janeiro do próximo ano. O tema do encontro dos bispos é “Desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”. O evento está marcado para acontecer entre 5 e 19 de outubro.
São convocados bispos que as conferências episcopais elegem. Além disso, o Papa Francisco designará especialistas no assunto família. Entre as participações haverá sociólogos, antropólogos, médicos de institutos especialistas no assunto família em todo o mundo. Serão entre 100 e 120 participantes, de acordo com Dom Antonio Augusto, bispo auxiliar e responsável pela pastoral familiar da arquidiocese do Rio de Janeiro. “O papa quer cada vez mais que os leigos participem”, ressaltou Dom Antonio.

Documento preparatório “Desafios Pastorais da Família no contexto da Evangelização” (clique aqui) 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

“O Batismo é a carteira de identidade do Cristão”

Fé, alegria, entusiasmo e esperança são alguns dos sentimentos que as multidões trazem à Praça de São Pedro nas audiências gerais de quarta-feira. Hoje, dia 13 de novembro, o Pontífice refletiu sobre a afirmação que fazemos no Credo: "Professo um só batismo para o perdão dos pecados". "Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no interior do Credo. Efetivamente o Batismo é a porta da fé e da vida cristã”, disse.
A porta da fé e da vida cristã é o Batismo e este é o único Sacramento referido no Credo. O Papa Francisco apontou três elementos fundamentais: Professo; um só batismo; e remissão dos pecados. O primeiro elemento é – diz-nos o Papa Francisco – professo. Quando no Credo dizemos que “professo um só Batismo para a remissão dos pecados”, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, "a carteira de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida".
“Neste sentido o dia do nosso Batismo é o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida e que é continuamente sustentado pelo Sacramento da Penitência.”
O Santo Padre apresentou, então, o segundo elemento: um só batismo:
“Segundo elemento: ‘um só batismo’. Esta expressão recorda-nos aquela de S. Paulo: Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. A palavra batismo significa literalmente ‘imersão’ e, com efeito, este sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual se ressuscita com Ele como novas criaturas.”
Este novo nascimento – afirmou o Santo Padre - dá-se através de uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, pois, batismo significa imersão, para que possamos ressuscitar com Ele para uma vida nova.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

“Blood Money”

Levar esclarecimento e informação sobre os danos do aborto e salvar vidas. Este é o objetivo do filme “Blood Money - Aborto Legalizado” que entra em cartaz no dia 15 de novembro nos cinemas de todo o Brasil. A produção norte-americana independente, assinada pelo diretor David Kyle, conta a história da indústria abortiva nos Estados Unidos, onde a prática é legalizada há 40 anos.
“Esse filme chega para trazer argumentos, suprarreligiosos e suprapartidários, para amadurecer o debate do aborto no Brasil. É preciso tirar esse assunto de baixo do tapete e colocá-lo abertamente em um diálogo franco”, afirmou o coordenador nacional de Comunicação do Movimento Cidadania pela Vida, Brasil sem Aborto, Luis Eduardo Girão, que comprou os direitos autorais para exibição do filme no Brasil.
No Rio, a pré-estreia para convidados acontece hoje, 6 de novembro, às 21h30, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo. Outros roadshows do documentário acontecem também em São Paulo (dia 5), Goiânia (7), Brasília (8), Belém (9), Curitiba (11), Salvador (12), Recife (13) e Fortaleza (14).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Aprender a amar: o sentido da família

            “A Revolução do Amor” foi o tema do 22º Congresso Arquidiocesano da Pastoral Familiar, que aconteceu no dia 19 de outubro, no Edifício João Paulo II, na Glória. No simpósio, os palestrantes refletiram sobre as palavras do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. Sobre a importância de ir ao encontro das pessoas, de não ficar acomodado, mas encontrar meios criativos para viver em família, evangelizar e transformar o mundo.
            Em sua palestra, o bispo auxiliar e animador da Pastoral Familiar, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, incentivou os presentes a serem revolucionários, isto é, a não se acomodarem com os contravalores impostos pela sociedade.
            “Em vários momentos o Papa falou que os cristãos precisam ser revolucionários, ou seja, nadar contra a corrente, para que aconteça a revolução da ternura. Promover a cultura do encontro é ser revolucionário, porque, muitas vezes, a casa é o último lugar onde as pessoas se encontram. É necessário agir com criatividade e coragem para que haja um ambiente mais sadio em família”, observou o bispo.
            No final, Dom Antonio fez algumas perguntas para ajudar na reflexão, entre elas: Até que ponto estou insatisfeito com tanto consumismo, hedonismo, materialismo, permissivismo que afetam a minha família? Onde, na minha família, se está perdendo o sentido da vida familiar?
            “O sentido da vida familiar é viver com as pessoas em comunhão, com corresponsabilidade, ensinando os valores sociais e o amor. O sentido da família é ensinar as pessoas a amar, porque, se não aprendermos em casa, onde aprenderemos?”, interrogou o bispo.
            Dom Antonio destacou que é preciso aproveitar bastante os efeitos benéficos gerados pela JMJ. “Quando a jornada passa por um país, por uma cidade, transforma o ambiente. Não podemos deixar que esse evento seja apenas mais uma lembrança, é preciso gerar uma revolução, dar uma mexida profunda em toda a vida”, encorajou ele. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"O Dia do Nascituro é todo dia"

            A missa do Dia do Nascituro, em 8 de outubro, foi presidida pelo bispo auxiliar Dom Pedro Cunha Cruz, na Igreja Nossa Senhora do Parto, no Centro.
            Na homilia, o bispo destacou que o nascituro, ou seja, a criança ainda não nascida, é um ser humano único, e que, desde o momento da concepção, já possui uma alma que nunca poderá ser repetida. Dom Pedro alertou que a vida é sagrada e que ninguém pode impedir alguém de nascer.
            “Querer interferir no mistério da vida significa entrar em algo que não pertence ao ser humano, mas sim a Deus. O ventre materno é o lugar do sagrado e o Dia do Nascituro é todo dia”, destacou.
            No final, o reitor da capela, padre Omar Raposo, agradeceu a presença do bispo que trouxe uma mensagem de vida. A representante da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, Maria José da Silva, recordou o trabalho de evangelização que acontece na Igreja todo dia 18 de cada mês, com aconselhamento, missa e bênção para gestantes. Informações: 8219-2812

Aprovação do Estatuto
            “Precisamos ser voz e vez das crianças que estão nos ventres de suas mães. O Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), que tramita na Câmara dos Deputados, prevê a proteção integral da mulher e do bebê. Para que ele seja aprovado, só falta passar pela Comissão de Constituição e Justiça. Pedimos que todos mandem mensagem para os deputados dessa comissão”, incentivou Maria José.
            As mensagens para os deputados podem ser enviadas pelo site www.camara.gov.br. “Vamos lutar para que esse projeto seja votado ainda esse ano. Não iremos eleger absolutamente nenhum deputado, parlamentar, governador e presidente que seja favorável à cultura de morte”, garantiu.
            É possível assinar a petição online para a aprovação do Estatuto do Nascituro, promovida pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, pelo link http://migre.me/gjGiG

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Família e Vida: sobrevivência

Parte II
Um novo desafio que a família vem enfrentando tanto na América Latina como na Europa com respeito à promoção e a defesa dos seus autênticos direitos e da dignidade da vida humana é de natureza jurídica.
Tanto no nível dos tribunais nacionais quanto a nível de tribunais e cortes internacionais verifica-se um enfraquecimento progressivo da ciência jurídica devido às forças dos interesses marcadamente ideológicos, que pretendem instaurar na sociedade um novo modelo de relações interpessoais.
Muitos desses tribunais estão a serviço de grupos minoritários, que numa linha de pensamento relativista atuam no campo da ética natural e cristã. Em vez de emitirem sentenças sobre casos concretos que realmente violam os Direitos Humanos e a dignidade da pessoa humana, esses tribunais passaram a ser os promotores de “novos direitos”. Com muita razão fala-se hoje de uma “juristo-cracia”.
Os “juristocratas” pretendem introduzir nos sistemas legais dos países democratas novos consensos, por exemplo, redefinindo o matrimônio e a família, conceituando o que é concepção da vida humana, apresentando a união entre pessoas de mesmo sexo e a de adoção de filhos como novo modelo de amor. Resumindo, em muitos tribunais e cortes internacionais há uma estratégia bem estabelecida para a reconstrução e reinterpretação dos direitos baseados na dignidade inerente e inviolável da pessoa humana.
Um grupo de pessoas preocupadas e dedicadas ao conhecimento desse novo desafio de natureza jurídica esteve reunido em Roma, na sede do Pontifício Conselho para a Família, durante todo o dia 18 de setembro passado. Desse grupo faziam parte políticos, advogados, procuradores de Estado, comunicadores, filósofos, professores universitários, bispos, que atuam tanto no ambiente pastoral como no ambiente civil.
Essa reunião intitulada “Estudo sobre a família na jurisprudência e nas cortes internacionais” dentro do Seminário Internacional sobre os “Direitos da família e os desafios do mundo contemporâneo”, organizado pela Associação Italiana de Juristas Católicos junto com o Pontifício Conselho para a Família, procurou-se aprofundar na dinâmica funcional do sistema jurídico desses tribunais e cortes internacionais para se posicionar, desde o Direito Natural e a soberania das nações, diante dessas sentenças que acabam descaracterizando a família e desprestigiando a vida humana, e também para determinar bem quais são os instrumentos disponíveis para a verdadeira defesa e promoção dos autênticos Direitos Humanos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Brasil sem Aborto

            A 1ª Caminhada em Defesa da Vida, foi realizada no dia 5 de outubro, no Rio de Janeiro, reuniu milhares de participantes. Famílias seguiram da Candelária até o Largo da Carioca, onde aconteceu um ato público, com a presença do arcebispo Dom Orani João Tempesta e do bispo auxiliar Dom Antonio Augusto Dias Duarte, além de outros líderes políticos e religiosos.
            “O direito à vida é o primeiro direito do ser humano. E essa caminhada tem ligação com todas as pessoas que acreditam na vida”, afirmou o arcebispo.
            Entre as personalidades presentes, estavam a cantora Elba Ramalho e a atriz Cássia Kiss, que falaram sobre a importância da valorização da vida, contra a legalização do aborto.
            “Diante de um planeta onde o assunto mais importante tem sido a morte, nós estamos aqui defendendo a vida. Estou muito feliz por estar aqui hoje”, disse Cássia Kiss.
            A iniciativa do ‘Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto’ tem apoio da Arquidiocese do Rio, do Instituto Eu Defendo, da Pastoral Familiar – Nacional, do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política – Fenasp e do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ).
            O evento, que é aconfessional e suprapartidário, luta pela promoção e dignidade da pessoa humana, desde a concepção à morte natural.
            “A mulher geralmente não quer abortar. E o Estatuto do Nascituro prevê políticas públicas de amparo a essas mulheres”, explicou a secretária executiva do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto, Jane Chantre.
            Os participantes carregaram cartazes com inscrições pró-vida e dois abaixo assinados pelas pessoas. Tinham como finalidade buscar apoio aos projetos de lei nº 478/2007, sobre a criação de casas de apoio à vida, e o Estatuto do Nascituro, respectivamente.

Bandeiras da Caminhada
1 – Pela dignidade da mulher e da vida humana.
2 – PL 478/2007 – aprovação do Estatuto do Nascituro, que garante à criança o direito de nascer.
3 – PL 416/2011 – criação do Programa Estadual de Prevenção ao Aborto e Abandono de Incapaz, que autoriza ao Poder Executivo a criação de Casas de Apoio à Vida.
4 – Por uma reforma do Código Penal (PLS 236/2012) sem aborto e eutanásia.
5 – PEC 164/2012 (emenda à Constituição) para acrescentar ao artigo 5 da Constituição Brasileira a expressão “desde a concepção” ao termo “inviolabilidade do direito à vida”.
            A próxima caminhada em defesa da vida acontecerá no dia 25 de março de 2014. Informações: www.brasilsemaborto.com.br.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

“O ventre materno é o lugar do sagrado”

O bispo auxiliar Dom Pedro Cunha Cruz presidiu a missa pelo Dia do Nascituro, na noite desta terça-feira, dia 8 de outubro, na Igreja Nossa Senhora do Parto, no Centro.
Na homilia, o bispo destacou que a Santa Missa, memorial da vida de Cristo, é a melhor maneira de celebrar a vida. Ele destacou que o nascituro, ou seja, a criança não nascida, já tem uma alma, que nunca poderá ser repetida.
“Deus pensa cada alma de forma individual, porque o ser humano não pode ser repetido. A defesa do nascituro deve ser contínua. Mexer no campo da vida significa entrar em algo que não pertence ao ser humano, mas sim a Deus, porque o homem não é nada diante da Sabedoria de Deus”, destacou.

Semana Nacional da Vida
O Dia do Nascituro encerra a Semana Nacional da Vida (SNV), celebrada em todo o Brasil na primeira semana de outubro. A iniciativa foi instituída em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ficou estabelecido que a SNV deve ser realizada anualmente, de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.
A SNV sempre propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorreram em torno do tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”. 


Fonte: arqrio.org

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Diante da vida: acolher e cuidar

            Em todo território brasileiro, 8 de outubro é marcado pela comemoração do Dia Nacional do Nascituro, que marca o reconhecimento do direito do ser humano à vida desde a concepção.
            Há seis anos tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 478, de 2007, que visa proteger o nascituro, o ser humano que já está em formação, mas ainda não nasceu. Recentemente, esse projeto foi aprovado pela Comissão de Finanças da Câmara, depois de ter passado pela Comissão de Seguridade Social e Família. Antes de finalmente ir para o plenário da Câmara e do Senado para receber a sanção presidencial, o projeto deverá passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Reconhecendo o valor da vida
            Para o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família (Cepvf), Dom João Carlos Petrini, que é bispo da diocese de Camaçari, na Bahia, a vida humana é o valor mais precioso sobre a Terra.
            “A razão humana já reconheceu o valor da vida e procurou protegê-la aprovando a Declaração Universal dos Direitos Humanos logo depois do grande desrespeito que a vida humana sofreu durante a Segunda Guerra Mundial e por causa do nazismo e do estalinismo. A fé cristã fortalece esta certeza, ao reconhecer que a vida humana é relação com o mistério criador e Pai, do qual é ‘imagem e semelhança’. Por isso ela é sagrada e inviolável”, disse.
            E pontuou:
            “A nós cabe fazer resplandecer a beleza do direito de viver em todas as etapas de sua existência, sua grandeza incomparável, sua misteriosa origem e seu destino eterno nestes tempos nos quais a morte parece mais amada que a vida”.

Estatuto do Nascituro
            Em virtude da Semana Nacional da Família, promovida todos os anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre os dias 1 e 7 de outubro, uma carta foi enviada por Dom Petrini aos bispos e arcebispos do Brasil. Nela, ele pede para que as atividades públicas e também no âmbito da comunidade sejam realizadas para colher assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro na Câmara dos Deputados.
            O Estatuto prevê que ao embrião e ao feto seja reconhecida a dignidade humana e, como consequência, a proteção jurídica. Outro fator apresentado no estatuto garante que seja respeitado, antes de tudo, o direito à vida desse ser humano ainda em formação, mas já existente e vivo. Além disso, garante o direito à saúde e à assistência médica, paga pelo Estado, e Às condições para o sadio desenvolvimento, mesmo antes de nascer.
            É possível assinar o abaixo-assinado para a aprovação do estatuto, através do link promovido pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto, acessando: http://bit.ly/yI3kwf.

Fonte: Jornal Testemunho de Fé

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Família e vida: sobrevivência

Parte I

A preservação das espécies, tanto de animais como dos vegetais, ocupa um espaço político, econômico e cultural, cada dia mais amplo revelando assim a responsabilidade primária do ser humano, que é cuidar do planeta Terra, obra de Deus Criador. Por outro lado, nos tempos atuais existe uma distorção daquela chamada original feita pelo mesmo Criador do céu e da terra ao homem e à mulher. Ambos com igual dignidade e missão são chamados para trabalharem juntos na principal preservação dentro da Criação: preservar a comunhão de vida e de amor entre as pessoas, pois esta é a principal garantia de que toda a humanidade sobreviverá às ameaças de degradação moral periodicamente presentes.
Para que a humanidade corresponda a esse projeto original de Deus é necessário que exista a sobrevivência de uma particular comunhão de vida e de amor, que é a família. Constituída pela natural união entre o homem e a mulher, a família visa o bem comum dos esposos e dos filhos e, simultaneamente, o bem comum de todas pessoas que vivem em sociedade. Esta sobrevivência primordial tornou-se nos últimos tempos uma das principais preocupações e ocupações da Igreja Católica, de outras igrejas cristãs e mesmo de algumas religiões presentes no mundo.
Dentro da organização pastoral da Igreja Católica, coube ao Departamento Vida, Família e Juventude do Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM) e ao Pontifício Conselho para a Família em Roma, reunirem no mês de setembro, em San Martin, perto de Buenos Aires e na Cidade Eterna, respectivamente, um grupo de pessoas entre Bispos, sacerdotes, leigos e, sobretudo, pessoas casadas, para todos juntos descobrirem novos caminhos para assegurarem a sobrevivência da família.
Entre os dias 10 e 13 de setembro, na Argentina, os responsáveis pela Pastoral Familiar do Cone Sul estiveram reunidos para conhecerem mais profundamente a realidade cultural e social, que com suas sombras e luzes, fortalecem ou debilitam, promovem ou desafiam, a família nos tempos atuais.
Nessa reunião coordenada pelo CELAM preparou-se também o I Congresso Latinoamericano e Caribenho da Pastoral Familiar, que realizar-se-á no Panamá entre os dias 4 e 9 de agosto de 2014.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Semana Nacional da Vida

            A Igreja no Rio convida a todos para participarem intensamente da Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, e do Dia do Nascituro, celebrado em 8 de outubro. Para refletir sobre o valor da vida, as paróquias e comunidades são chamadas a realizar diversos eventos e a recolherem assinaturas para a aprovação do Estatuto do Nascituro.
            Sobre a preservação da vida e toda a humanidade, o bispo auxiliar Dom Antonio Augusto Dias Duarte, que é presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, participou, recentemente, do encontro promovido pelo Departamento Vida, Família e Juventude do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).
            Segundo Dom Antonio, durante o encontro, realizado entre os dias 11 e 13 de setembro, estudou-se com profundidade como tem sido a influência e o impacto da mudança de época verificável no mundo atual, caracterizado por um forte individualismo.
            “Preservar a identidade e a missão do homem e da mulher unidos através do matrimônio natural, elevado à dignidade de sacramento por Jesus Cristo, é uma tarefa árdua e gigantesca, mas quando assumida com fé e com esperança pelos agentes da Pastoral Familiar junto com seus pastores, servirá para construir a civilização do amor e a cultura da vida”, afirmou o bispo.
            Dom Antonio destacou que a fidelidade conjugal, a paternidade/maternidade, a educação dos filhos, nos valores humanos e religiosos, são sublimes. “A família, o casamento, o amor entre o homem e a mulher, os filhos continuam sendo objetivos realizadores da vocação original da humanidade”, ressaltou.
            Ele afirmou que as “caricaturas” de família, o divórcio, a legalização de uniões ideologizadas, os atentados contra a vida humana em todas as idades, a coisificação do amor e tantas outras investidas egoístas contra o projeto divino de família tem como denominador comum uma só palavra: fracasso existencial.
            “A Pastoral Familiar no Brasil e demais países latino-americanos e caribenhos não deseja, de forma alguma, esse fracasso e essas mentiras. Quer que o sucesso e a realização do homem e da mulher tenham como denominador comum a família, mas a família construída sobre a rocha firme da vivência do amor incondicional, da entrega generosa às pessoas, do serviço desinteressado ao outro, da abertura e da acolhida alegre de uma nova vida, da educação e da prática das virtudes pessoais e sociais cultivadas no solo fértil da solidariedade e da libertação de todo egocentrismo”, concluiu Dom Antonio.
            O encontro também teve como objetivo preparar o I Congresso Latino-americano e Caribenho da Pastoral Familiar, que acontecerá no Panamá, entre os dias 4 e 9 de agosto de 2014. O lema será: “Minha família e eu serviremos ao Senhor” (Js 24,15).

Fonte: Jornal Testemunho de Fé

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Santo Padre Francisco: um sim à vida, à família e ao matrimônio

Padre Jorge Lutz

No dia 19 de Setembro, 16 revistas jesuítas no mundo todo publicaram uma nova e extensa entrevista com o Santo Padre Francisco, feita pelo Pe. Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltà Cattolica ─ uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano – que foi publicada em espanhol e foi apresentada pela revista “Razón y Fe”.
O Santo Padre Francisco nos fala dele, de porque se tornou Jesuíta e do que significa para um jesuíta ser Papa. Na entrevista nos fala também da vida na Companhia de Jesus, sua espiritualidade e missão, e de “como a Companhia deve ter sempre diante de si a procura da glória de Deus sempre maior”. Com muito carinho nos fala do Povo Santo de Deus e diz que “a imagem da Igreja de que gosto é a do povo santo e fiel de Deus”. Também aborda temas da sua experiência de governo, da importância de “sentir com a Igreja”, da importância da mulher, da doutrina moral da Igreja e das realidades mais interiores e profundas do ser humano. O Papa compartilha como reza e quanto é importante ter esperança na vida.
Infelizmente o conteúdo desta entrevista tem sido manipulado por diferentes meios de comunicação, apresentando o Santo Padre, como alguém que está contra da luta pela vida, e pró-família, concretamente em temas como o aborto e a homossexualidade e o papel da mulher na Igreja. Os comentários do Santo Padre aparecem especialmente dentro do parágrafo: “Igreja, hospital de campanha?” Onde o Santo Padre, longe de justificar estas ideologias contra a vida e a família, tenta nos alentar a entender quão importante é hoje “curar as feridas”, aproximando-nos das pessoas com verdadeira misericórdia.
Diante da pergunta de como devem ser as pastorais com os homossexuais e da segunda união, o Papa Francisco diz que “temos que anunciar o Evangelho em todas as partes, pregando a Boa Notícia do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo tipo de ferida e qualquer doença. Em Buenos Aires, disse, recebeu cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros feridos sociais, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não pode fazer isso. Durante o vôo em que retornava do Rio, disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e procura Deus, quem sou eu para julgá-la? Ao dizer isto eu disse o que diz o Catecismo. A religião tem direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres, não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”. Aqui quando o Papa se refere à vida pessoal, se refere a todo ser humano e seu interior, e em nenhum momento fala de pessoas homossexuais ou lésbicas como diz a mídia de forma tendenciosa.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Iniciativa do bem

A primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na Cidade do Rio de Janeiro acontecerá no dia 5 de outubro. A concentração terá início às 9h, na Candelária, e seguirá em direção à Cinelândia. A iniciativa é coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – Brasil sem Aborto.
“Convido a todos a participarem para mostrar a sua adesão a essa iniciativa da Igreja de defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. Será uma marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida”, afirmou o bispo auxiliar Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que é presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida.
A caminhada será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos, e tem previsão de término às 12h.
“Eu conto com todos vocês e peço que difundam esse convite aos seus familiares e amigos. Essa caminhada é uma resposta que queremos dar a tantas pessoas que não veem na vida, um tesouro que Deus nos concedeu”, motivou Dom Antônio.

Jornal O Testemunho de Fé

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Formação de agentes da Pastoral do Batismo

           O Vicariato Urbano convida para o Encontro de Formação de Agentes da Pastoral do Batismo, com o tema “Discípulo Missionário, campo da fé de Deus”.
            O encontro acontecerá dia 05/10, de 8h30 às 12h, na Igreja de Sant’Ana (Praça Cardeal Dom Sebastião Leme, 11 – Centro) com palestra de Pe. André Wobeto.
            Inscrições pelos telefones: 3903-8864 / 2265-1942 / 9316-9052.
            Observação importante: Os agentes de TODOS os vicariatos, podem participar.

O lanche será partilhado!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"O cristão jamais é uma ilha"

            Milhares de fiéis e peregrinos lotaram a Praça de São Pedro, no dia 11 de setembro, para a audiência geral com o Papa Francisco.
            O Pontífice  retomou a catequese sobre a Igreja no Ano da Fé, dedicando-a a uma imagem que ajuda a entender melhor a sua natureza: a Igreja como Mãe. “Para mim, é a imagem mais bela”, disse o Papa.
            “O que faz uma mãe?”, perguntou Francisco. Em primeiro lugar, uma mãe gera a vida. Assim também faz a Igreja, que no Batismo nos gera como filhos de Deus, nos gera na fé. Todavia, “o cristão não é uma ilha!”. Não nos tornamos cristãos sozinhos e com as nossas forças, mas a fé é um dom de Deus que nos é dado na Igreja e através da Igreja. Portanto, não fazemos parte da Igreja como pertencemos a uma sociedade, a um partido ou a uma organização. O vínculo que nos une à Igreja é uma realidade vital.
            O Papa se dirigiu à multidão, perguntando quantos cristãos se lembram da data do Batismo, recordando que esta é a data em que a “Igreja nos pariu”. E deu “uma tarefa” aos fiéis presentes, que, ao voltarem para casa, procurem saber a data do próprio Batismo, para recordá-la no coração e festejá-la.
            Além de dar a vida, uma mãe também nutre os seus filhos, lhes dá educação, os corrige. E nós a amamos apesar de seus defeitos. A Igreja, como mãe, também tem seus defeitos. Entretanto, “uma boa mãe ajuda os filhos a saírem de si mesmos, a não permanecerem comodamente sob as asas maternas, como uma ninhada de pintinhos sob as asas da galinha”. A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento, transmitindo a Palavra de Deus e administrando os sacramentos. Nos nutre com a Eucaristia, nos oferece o perdão de Deus, nos ampara no momento da doença.
            Por último, é importante lembrar que, ainda que a Igreja forme os cristãos, ela também é formada por eles. “Ela não é diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos fiéis: eu, você, nós somos parte da Igreja. Às vezes, ouço: acredito em Deus, mas não na Igreja. A Igreja não são os padres. Isso é uma contradição, pois dizer ‘não acredito na Igreja’, significa dizer ‘não acredito em mim mesmo’, porque todos somos Igreja e todos somos iguais aos olhos de Deus.”
            Portanto, concluiu o Papa, “todos somos chamados a colaborar para o nascimento à fé de novos cristãos, a anunciar o Evangelho, para que a luz de Cristo alcance os extremos confins da Terra”.

Rádio Vaticano

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pastoral da Criança: 30 anos a serviço da vida

A Pastoral da Criança – reconhecida como uma das maiores organizações do mundo a trabalhar em ações de combate às doenças e mortes infantis, melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias – está celebrando o seu jubileu de 30 anos de vida.
Criada em 1983 pela médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, hoje a entidade, que está sob a coordenação da irmã Vera Lúcia Altoé, está presente em mais de 35 mil comunidades de todos os estados do Brasil e em mais de 21 países da América Latina, África e Ásia.

Comemorações
            O jubileu de 30 anos foi marcado com um congresso nacional em Aparecida (SP), realizado de 27 de julho a 2 de agosto.
            Na Arquidiocese do Rio foi celebrada uma missa em ação de graças, nesta terça-feira, dia 10 de setembro, às 15h, na Catedral de São Sebastião, presidida pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta.

Salvando vidas
            Ao longo de sua história, a Igreja viu nascer ao redor do mundo dezenas de expressões da ação evangelizadora por meio das pastorais. A Pastoral da Criança é uma obra típica do Brasil, fundamentada na evangélica opção preferencial pelas crianças e famílias pobres.
            Organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Criança promove o desenvolvimento integral das crianças do ventre materno até os seis anos de idade, em seu contexto familiar e social, a partir de ações preventivas de saúde, nutrição, educação e cidadania realizadas por mais de 200 mil voluntários capacitados. Também promove, em função das crianças, as famílias e as comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político.

Resultados – Brasil 2012

● Acompanhamento de 1,3 milhão de crianças menores de 6 anos e 70 mil gestantes.
● Acompanhamento de 1,0 milhão de famílias em 35,6 mil comunidades
● 202 mil voluntários atuantes, dos quais 110 são líderes comunitários
● Índice de mortalidade infantil 56,4% menor em relação à média nacional.
● Comunidades acompanhadas: 8,8 óbitos para mil nascidos vivos
● Média nacional segundo o IBGE (Censo 2010): 15,6 óbitos para mil nascidos vivos
● Baixo nível de desnutrição nas crianças acompanhadas: 1,6%. Média nacional é de 2,8%.
● Apenas 5,7% das gestantes acompanhadas tiveram filhos nascidos com baixo peso (média nacional é de 8,3%).
● A grande maioria das crianças acompanhadas (92%) estava com as vacinas em dia.

Carlos Moioli, com dados da Pastoral da Criança 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A serviço da Igreja

           
            A Comissão Arquidiocesana da Pastoral do Batismo promoveu uma manhã de formação, no dia 10 de agosto, no Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro reuniu cerca de 200 agentes da pastoral que atuam nos sete vicariatos territoriais.
            “Caridade e missão na Igreja” foi a temática abordada na palestra do assistente eclesiástico na Iniciação Cristã, padre Fábio Freitas Guimarães, que ressaltou os ensinamentos do Papa Francisco.
            O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, marcou presença no evento e compôs a mesa, junto com o assistente eclesiástico arquidiocesano da Pastoral do Batismo, padre Serafim Fernandes, a coordenadora arquidiocesana da Iniciação Cristã, irmã Lúcia Imaculada, e a assessora arquidiocesana da Pastoral do Batismo, Annette Fernandes Netto.
            Segundo Annette, o encontro de formação acontece todos os anos, proporcionando a oportunidade de partilhar as alegrias e os desafios da missão.
            “É importante valorizar esse encontro de formação, que reúne pessoas de realidades diferentes. Os vicariatos e foranias realizam encontros específicos durante o ano. Por isso, o evento arquidiocesano tem como objetivo reunir a todos para a troca de experiências”, afirmou.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vozes em favor da vida

Por D. Antonio Dias Duarte
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

O Papa Francisco visitou o Brasil num momento de grandes manifestações nas ruas de várias cidades espalhadas pelos quatro cantos do país. Jovens e adultos, até  famílias inteiras, reivindicavam os direitos básicos da sua condição de cidadãos brasileiros. As redes sociais foram o veículo novo de convocação de tanta gente esperançosas de mudanças sociais e econômicas ainda necessárias.
As semanas que antecederam a Jornada Mundial da Família foram de muitas expectativas, sobretudo quanto às declarações do Santo Padre. Qual seria a sua mensagem principal? Mencionaria diretamente essas reivindicações do povo brasileiro ou ficaria apenas com mensagens espirituais? As manifestações populares com risco de violência física e atos de vandalismos continuariam?
O que não se esperava nesse tempo de espera da JMJ Rio 2013, ainda mais porque se manobrou no silêncio dos gabinetes do Ministério da Saúde, nas salas de deputados federais e senadores no Congresso Nacional, foi o projeto de lei numero 3/2013 que aparentemente pretende defender as mulheres brasileiras da violência sexual do estupro. Junto com o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, políticos pertencentes ao Partido dos Trabalhadores, retomaram o compromisso assumido no III Congresso desse partido, realizado em agosto/setembro de 2007, obrigando todos seus filiados a conseguirem de todas as formas possíveis a descriminalização do aborto no Brasil.
A violência sexual contra a mulher brasileira é uma vergonha ainda presente no nosso país! O sofrimento físico e psicológico das vítimas de estupro é acrescido dos riscos de contágio de graves doenças sexualmente transmissíveis e de possíveis mudanças da afetividade e da própria vida sexual dessas mulheres violentadas.
Diante dessa situação cabe ao Estado, à sociedade e à família brasileiras, uma reação mais afirmativa e defensiva dessas mulheres e, quando elas engravidam por esse ato inadmissível, receberem todo o respeito e ajuda para que possam acolher com amor e criar com dignidade uma criança que não teve nenhuma culpa de ser concebida dessa maneira brutal. Mãe e filho não podem continuar sofrendo nenhum tipo de violência depois de terem passado por um momento tão agressivo!
Entretanto o Poder Legislativo e o Poder Executivo com a aprovação do PL 3/2013 e com a sanção presidencial no ultimo dia 1 de agosto demonstraram que não valorizaram as vozes das famílias e da juventude nas manifestações havidas antes da JMJ Rio 2013, e ignoraram mais uma vez o desejo de aproximadamente 82% da população brasileira, que não quer em nenhuma das suas formas o ABORTO no Brasil.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Comissão da CNBB sugere atividades para a Semana Nacional da Família

Começou neste domingo, 11 de agosto e até o dia 17 de agosto, será realizada a Semana Nacional da Família 2013, com o tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. O evento é realizado nas comunidades eclesiais do Brasil. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB convida as lideranças paroquiais para promoverem com intensidade e criatividade a família cristã nas comunidades e, principalmente, nas cidades. A Semana da Família é para “todos aqueles que acreditam e amam a família”, conforme o convite da Comissão. 
Como recorda o Documento de Aparecida a “família é um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos e é patrimônio da humanidade inteira. Em nossos países, uma parte importante da população está afetada por difíceis condições de vida que ameaçam diretamente a instituição familiar. Em nossa condição de discípulos e missionários de Jesus Cristo, somos chamados a trabalhar para que esta situação seja transformada e que a família assuma seu ser e sua missão no âmbito da sociedade e da Igreja”. (DA 451). 
O assessor da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, padre Wladimir Porreca sugere algumas atividades motivadoras as comunidades paroquiais para a Semana Nacional da Família 2013:

Nos ambientes da igreja
• Celebrações, conferências, palestras, seminários, cursos, vigílias, memórias, homenagens, Horas Santas, procissões (com foco na liturgia dominical da família).
• Motivar os bispos, padres e seminaristas e, membros afastados e ex-coordenadores da comunidade para a Semana da Família (convidar para almoço, reunião, homenagem)
• Preparar ambiente das comunidades para celebrar a Semana da Família - mudar o ambiente, como no Natal (cartazes, imagens, murais, flores, faixas).

Nos ambientes públicos
• Pelos Meios de Comunicação - rádio, TV, jornais, boletins, murais, redes sociais (facebook), enviar e-mails temáticos a cada dia. Elaborar textos e falas pequenas e temáticas sobre a beleza da família
• Manifestações evangélicas nas ruas, na Câmara Municipal, mesas redondas com lideranças comunitárias e religiosas;

Nas escolas
• Encontros entre os membros das famílias dos alunos no ambiente doméstico;
• Celebrações Ecumênicas, ou não, no ambiente escolar;
• Atividades escolares e lúdicas centradas na temática anual;
• Visibilidade da família cristã: testemunhos, manifestações, caminhadas, publicidade, etc.
• Conferências e cursos sobre família
• Utilização do subsídio “Hora da Família” para professores e para as reuniões dos membros das famílias no ambiente doméstico.
• Atividades em comum com as comunidades paroquiais.
• Participação dos docentes e colaboradores em encontros no ambiente escolar e/ou em suas casas.

Fonte: arqrio.org 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fé em família

Transmissão da fé cristã para os jovens será refletida na Semana Nacional da Família

            De 10 a 17 de agosto, as famílias de todo o Brasil poderão se reunir para refletirem acerca do tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”, que permeará as atividades da Semana Nacional da Família (SNF) 2013.
            O tema foi escolhido para dialogar com os objetivos do Ano da Fé e da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em julho no Rio, e deixa clara a missão das famílias, principalmente do pai e da mãe, de transmitirem às gerações mais novas os seus valores e sua proposta de vida para uma verdadeira santidade.
            Os vicariatos e paróquias do Rio prepararam uma programação especial para esta semana, que conta com momentos de adoração, reflexão, partilha e louvor. Para direcionar os encontros, a CNBB lançou um livreto intitulado “Hora da Família”, que apresenta, para cada um dos sete dias, celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias e a estrutura da organização da Comissão Vida e Família da CNBB.
            Entre os dias 12 e 16 de agosto, a Rádio Catedral FM 106,7 transmitirá o Terço em Família, às 20h, ao vivo, de diferentes paróquias de todos os vicariatos. A missa de encerramento da SNF será em 17 de agosto, às 9h, na Catedral de São Sebastião.

Transmissão da Fé
            “A família que, nestes tempos difíceis está sendo atacada de todas as formas, pode fortalecer sua caminhada. E a transmissão da fé para as novas gerações é de fundamental importância”, destacou o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini.
            O jovem João Paulo Vilas Novas, da Arquidiocese de Belo Horizonte, destacou a família como fundamental para a base do jovem e do indivíduo.
            “Eu participei da JMJ Rio2013 com toda a minha família. Graças a Deus foram os meus pais que me proporcionaram a graça de ser católico e ter a fé que eu tenho. Se tivermos temor a Deus e uma boa família, conseguiremos viver uma vida feliz e saudável”, destacou.
Fonte: Jornal Testemunho de Fé